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SÃO PAULO – Pela quarta sessão seguida em queda, o dólar comercial fechou esta sexta-feira (29) cotado a R$ 1,975, desvalorização de 1,59%, renovando assim o seu menor patamar desde o dia 1 de outubro do ano passado, quando encerrou cotado a R$ 1,925. No acumulado do mês de maio, a divisa norte-americana registrou queda de 9,53%.
Os investidores analisaram os diversos indicadores econômicos divulgados na sessão, além do avanço no preço das commodities. O noticiário corporativo, com ênfase mais uma vez nas negociações da montadora General Motors, também tomou a atenção do mercado. Por aqui, foco ao avanço no saldo estrangeiro na bolsa e à nova intervenção do Banco Central.
Segundo dados da BM&F Bovespa, o saldo acumulado no mês de maio (até o dia 26) de negociação direta passava de R$ 5 bilhões, o que representa o melhor mês em termos de captação desde abril do ano passado. Os R$ 10,17 bilhões totalizados ao longo do ano já se tornaram recorde.
Pela décima sexta vez consecutiva, o Banco Central brasileiro realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista. Segundo comunicado do Depin (Departamento de Operações de Reservas Internacionais) do BC, a atuação foi realizada das 15h22 às 15h32 (horário de Brasília). A taxa aceita para a operação foi de R$ 1,974.
Indicadores
A agenda da sessão contou com diversos indicadores externos. Nos EUA, o PIB (Produto Interno Bruto) trimestral teve redução de 5,7% na comparação anualizada, queda maior do que a projetada pelos analistas. No entanto, tal retração não afetou tanto o humor dos investidores, visto que essa contração foi menor do que a vista na prévia do indicador, quando apontou recuo de 6,1%.
Dentre os outros indicadores dos EUA, a revisão atualizada da confiança do consumidor mostrou números melhores do que o esperado para o mês de maio. No entanto, no mesmo mês, a atividade industrial da região de Chicago veio aquém das expectativas.
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No âmbito interno, a confiança na indústria nacional subiu pelo quinto mês consecutivo em maio, segundo análise atualizada da Fundação Getulio Vargas.
Outras referências
A General Motors voltou à primeira página dos noticiários nesta sessão. Seus papéis bateram o menor patamar desde 1933 na bolsa de Nova York, sob o iminente anúncio oficial de concordata da montadora. No entanto, a sua subsidiária na Europa, Opel, caminha para a conclusão da negociação com a fabricante de autopeças canadense Magna.
Confira as cotações do dólar
O dólar comercial fechou cotado a R$ 1,9740 na compra e R$ 1,9750 na venda, forte baixa de 1,59% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,3000, representando um ágio de 16,51% em relação ao dólar comercial.
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Com esta queda, o dólar acumula desvalorização de 9,53% em maio, frente à baixa de 5,58% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana já chega a 15,49%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em junho encerrou o dia cotado a R$ 1.974,
forte baixa em relação ao fechamento de R$ 2.004 da última quinta-feira. O contrato com vencimento em julho, por sua vez, fechou em forte baixa, atingindo R$ 1.988 frente à R$ 2.017 do fechamento da véspera.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,02010.
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,05% para agosto de 2009, 0,10 ponto percentual abaixo do fechamento anterior.