Dólar fecha abaixo dos R$ 3,00 após dados dos EUA e pode buscar os R$ 2,90

Moeda "briga" em torno dos R$ 3,00 e analista vê divisa caindo mais forte se dólar futuro romper esta barreira

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SÃO PAULO – Mais uma vez o dólar oscila dentro dos níveis esperados pelos especialistas. Após subir na véspera, a moeda norte-americana volta a recuar e quebra a barreira dos R$ 3,00 no mercado à vista, após dados nos EUA e leve melhora do cenário político. O dólar comercial fechou com queda de 1,51%, cotado a R$ 2,9914 na compra e R$ 2,9927 na venda, o que pode abrir espaço para que a divisa recue mais forte nos próximos dias.

Os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA caíram para 264 mil na semana passada, abaixo da previsão de 273 mil. Já o índice de preços ao produtor (PPI) caiu 0,4% em abril, na margem, ante previsão de alta de 0,1%, o que alimenta as expectativas de investidores de que o Federal Reserve não deve ter pressa para aumentar as taxas de juros.

Segundo o diretor técnico da Wagner Investimentos, José Faria Júnior, a moeda tem tido dificuldade em romper o teste dos R$ 3,00 no spot. “Pelo observado no Dollar Index e nas moedas de commodities puras (canadense e australiano), o dólar deveria caminhar em direção a R$ 2,95 ou R$ 2,90″, afirma. De acordo com a análise, quando o dólar futuro romper os R$ 3,00, deverá ocorrer uma queda mais significativa no mercado à vista. Hoje o dólar futuro chegou a R$ 3,014, ainda sem romper esta barreira.

Para Júnior, a moeda, por correlação, deveria ir para R$ 2,90, mas questões internas (desde votações até Lava Jato), temor da Grécia e dados dos EUA (Ata da reunião do FOMC será divulgada na próxima quarta-feira), estão limitando esta baixa do dólar. “Além disto, temor do BC reduzir ainda mais a rolagem de swaps e redução do fluxo cambial, elevam as dúvidas. Para as vendas, o ideal é esperar momentos que ele volte para a região da linha de médio prazo para efetuar as vendas. Ou seja, entre R$ 3,04 e R$ 3,08”, conclui.

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Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.