Dólar comercial encerra primeira sessão de abril em forte queda

Dados econômicos internos e dos EUA foram avaliados; mercados ficam na expectativa por reunião do G-20

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SÃO PAULO – Em sessão iniciada com forte tensão nos mercados globais, a melhora gradativa de humor no decorrer do dia permitiu que o dólar comercial ampliasse sua trajetória de queda e encerrasse a quarta-feira com forte desvalorização de 1,38%, sendo cotado a R$ 2,280.

O cenário tenso visto pela manhã teve base nos rumores de que o presidente dos EUA, Barack Obama, vê a concordata como melhor atitude a ser tomada pelas montadoras General Motors e Chrysler. A perspectiva piorou com os dados referentes às vendas de veículos no país divulgados de tarde, que mostrou queda pelo décimo sexto mês seguido. GM viu suas vendas caírem 42,5%, enquanto as da Chrysler recuaram 36,9% na comparação com março de 2008.

No entanto, indicadores econômicos norte-americanos vieram melhores do que o esperado, dando novos sinais de recuperação: o ISM Index, que mede a produção industrial, superou as projeções em sua medição de março; os gastos em construção civil de fevereiro tiveram queda menor do que a projetado; e o número de contratos de compra e venda de casas referente a fevereiro também mostrou avanço em relação ao mês anterior.

Nesta sessão, os mercados também contaram com as expectativas em torno da reunião do G-20, que acontece na próxima quinta-feira. Espera-se ações coordenadas de combate à crise e regulação nos mercados financeiros.

Fluxo cambial e balança comercial

Na agenda doméstica, o fluxo cambial referente aos primeiros 20 dias úteis de março ficou negativo em US$ 968 milhões, resultado da soma do saldo financeiro (US$ 2,87 bilhões negativos) com o saldo comercial (US$ 1,902 bilhão positivo). No acumulado do ano (de janeiro a 27 de março), o movimento de câmbio está deficitário em US$ 3,415 bilhões.

Já a balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 463 milhões na quarta semana de março, que teve cinco dias úteis, tendo registrado US$ 2,698 bilhões de exportações e US$ 2,235 bilhões de importações. Na quinta semana – que contou apenas com dois dias úteis – a balança apresentou superávit de US$ 267 milhões. Assim, o saldo acumulado no ano avançou para US$ 3,012 bilhões.

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No Brasil, destaque ainda para a Pesquisa Industrial da Produção Física, formulada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). A produção industrial brasileira diminuiu 17% no mês de fevereiro, na comparação com o mesmo mês de 2008, enquanto nos últimos 12 meses o indicador revelou recuo de 1%, registrando a primeira marca negativa desde setembro de 2002 (-0,4%). Houve avanço de 1,8% na passagem de janeiro para fevereiro na série com ajuste sazonal.

Os dados da atividade industrial brasileira ficaram abaixo das projeções médias do mercado, reascendendo assim as expectativas de que o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central) adote postura mais agressiva em relação à Selic. A próxima reunião do colegiado está agendada para os dias 28 e 29 de abril.

Confira as cotações do dólar

O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,2790 na compra e R$ 2,2800

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na venda, forte baixa de 1,38% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,4500, representando um ágio de 7,50%
em relação ao dólar comercial.

No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 2,44%.

Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em maio
encerrou o dia cotado a R$ 2.294,
forte baixa em relação ao fechamento
de R$ 2.334

da última terça-feira. O contrato com vencimento em junho, por sua vez, fechou em leve baixa,
atingindo R$ 2.312 frente
à R$ 2.315 do fechamento de
terça-feira.

O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,2800000

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FRA de cupom cambial

Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,15% para maio de 2009, 0,10 ponto percentual acima do fechamento anterior.