Citigroup traça cenário quanto à venda da Globex e lista possíveis compradores

Lojas Americanas desponta como favorita para comprar a varejista, enquanto Pão de Açúcar pode assumir grandes riscos

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SÃO PAULO – Nesta semana, um dos principais acontecimentos no mercado brasileiro diz respeito ao interesse da Globex, controladora do grupo varejista Ponto Frio, em vender o controle acionário da companhia.

Na ponta da disputa está o Grupo Silvio Santos, que já manifestou interesse pela empresa, e a Lojas Americanas, uma vez que enviou nota na última quarta-feira (1) esclarecendo estar analisando “em caráter totalmente preliminar” uma proposta pela Globex.

No mesmo dia, o grupo Pão de Açúcar enviou para a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) um comunicado oficial afirmando não ter feito qualquer proposta pelo conglomerado, mas “considera e analisa qualquer operação de mercado que possa ser do interesse da companhia”, deixando dúvidas quanto ao real interesse.

Em meio às especulações e potenciais compradores, os analistas do Citigroup traçam o possível desfecho desta negociação, antevendo uma maior disposição por parte da Lojas Americanas por realizar uma oferta formal.

Ganhos operacionais

Para os analistas, o principal objetivo da Lojas Americanas com essa aquisição é de aumentar seus pontos de vendas, algo em torno de 70%, segundo cálculos da equipe.

Caso seja firmada a compra, o grupo prevê que a empresa transformará todas as lojas do Ponto Frio em unidades com o slogan da empresa (Lojas Americanas). Assumindo os ganhos de market share embutidos, os analistas avaliam que a aquisição agregará bons múltiplos para empresa, fator compensador para os investidores.

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Já para o Pão de Açúcar, o banco norte-americano não vê vantagens em adquirir o Ponto Frio, pois incorreria em maiores riscos ao grupo.

De acordo com os analistas, a aquisição mudaria drasticamente a composição das lojas do Pão de Açúcar, uma vez que aumentaria a incidência das lojas não-alimentícias de 25% para 40%, em desacordo com a estratégia macro da empresa.

A preferida

O banco reiterou também sua preferência pela compra das ações preferenciais da Lojas Americanas (LAME4) em relação aos papéis do Pão de Açúcar (PCAR4), ao passo que recomenda venda para os ativos da varejista com base nos múltiplos da empresa em relação à cotação atual dos ativos.