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SÃO PAULO – Em teleconferência realizada nesta quinta-feira (23), a gestão da Petrobras (PETR3;PETR4) destacou que o corte de dividendos da estatal ocorreu para preservar o caixa da empresa e que a companhia está “absolutamente tranquila” sobre a decisão.
A diretoria da Petrobras ainda destacou que a prioridade é a desalavancagem e que os planos de negócios refletirão este objetivo, destacando que o investimento sofreu redução bastante expressiva. A Petrobras ainda destacou que a necessidade de captação de 2015, de US$ 13 bilhões, está totalmente coberta e não existe plano de capitalização ou conversão de dívida.
A Petrobras pagará dividendos e juros sobre capital próprio em 2015 se tiver resultados positivos neste ano, “como faz normalmente”, disse nesta quinta-feira o diretor financeiro da petroleira, Ivan Monteiro.
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Questionado sobre a provisão para pagamento de lucro aos funcionários, apesar de não ter feito o pagamento de dividendos, a gestão da companhia destaca que o PLR foi mantido pelo acordo coletivo com sindicatos, partindo da premissa que alguns números foram alcançados pela estatal no ano de 2014.
Em relatório, o BTG Pactual havia destacado que a companhia não pagará dividendos, mesmo tendo pago participação nos lucros aos funcionários. Já o UBS salientou que o não pagamento de dividendos é muito negativo para as ações preferenciais da Petrobras, mas positivo para as ordinárias. “Isso, no entanto, já está mais do que refletido na diferença de preços entre preferenciais e ordinárias”, disse a analista Lilyanna Yang, do UBS, em nota a clientes.
De acordo com Ivan Monteiro, diretor financeiro da Petrobras, o plano de negócios da Petrobras prevê preços competitivos e de mercado, quando perguntado sobre política de preços em
conferência com analistas. O capex pode ser alterado, de acordo com desinvestimento e a carteira de desinvestimentos da empresa é dinâmica. De acordo com a companhia, já há um trabalho para a captação em 2016 e o que atrai a empresa é o preço dos títulos no mercado secundário.