Os 5 eventos que fizeram a Bolsa se recuperar e disparar 10% em abril

Índice já tem alta de 12% no ano graças a mês em que Petrobras e Vale voltaram a brilhar na BM&FBovespa

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SÃO PAULO – O Ibovespa subiu 9,93% em abril e teve o terceiro mês consecutivo de alta depois de subir 7% em fevereiro e 2,5% em março. Com isso, o índice já acumula uma alta de 12,44% em um ano que parecia negativo a um primeiro olhar com inflação galopante, PIB (Produto Interno Bruto) estagnado e reservatórios vazios aumentando cada vez mais a preocupação com um possível racionamento de energia. 

Da entrada de Michel Temer (PMDB) na articulação política à divulgação do balanço da Petrobras (PETR3; PETR4), entenda o que fez com que a Bolsa tivesse uma alta tão expressiva nos últimos 30 dias:

1. Michel Temer
O vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), foi colocado na articulação política no lugar do ministro das Relações Institucionais, Pepe Vargas. Com isso, o peemedebista e o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, passaram a deter o comando do governo na visão de diversos analistas políticos. Dilma “já havia delegado a condução da economia para Joaquim Levy; agora repassou o comando da política para Michel Temer”, diz Ricardo Ribeiro, da MCM Consultores. A notícia foi bem recebida pelo mercado, que viu o arrefecimento das tensões políticas entre o governo e o Congresso como bons prospectos para o atingimento do ajuste fiscal prometido por Levy. 

2. Balanço da Petrobras foi ruim, mas foi bom
O tão aguardado resultado auditado da Petrobras para o ano de 2014 enfim veio. A petroleira teve o pior prejuízo de uma empresa de capital aberto brasileira desde o início da série histórica analisada pela Economatica, de 1986. Foram R$ 21 bilhões, afetados principalmente por R$ 44 bilhões de desvalorização de ativos (impairment) e R$ 6 bilhões de corrupção. Um desastre? Não para a petroleira. De cara nova com Aldemir Bendine como o novo CEO, a transparência mostrada pela companhia foi aplaudida pelos investidores. Assim como o plano de desinvestimento com a venda de ativos, inclusive a participação da Petrobras na Braskem. Não fosse o bastante, aumentam os rumores de empresa abrirá o capital da BR Distribuidora. 

3. Bull market do minério
Principal produto de uma das mais importantes empresas listadas na BM&FBovespa, o minério de ferro passou por um rali que o levou a uma alta de mais de 20% no mês. Quem agradeceu isso obviamente foi a Vale (VALE3; VALE5) que subiu praticamente 30% nos últimos 30 dias graças à força da commodity. Nem mesmo o balanço divulgado ontem do primeiro trimestre de 2014, no qual a mineradora registrou um prejuízo de quase R$ 10 bilhões freou a disparada mensal da companhia, que subiu quase 6% hoje. 

4. Tensões na Grécia
A situação das negociações pelo pagamento da dívida da Grécia com a chamada troika (BCE, Comissão Europeia e FMI) ficou tão tensa, que o ministro das Finanças grego, Yanis Varoufakis, acabou sendo convidado a se retirar. A coordenação dos esforços cotidianos para se chegar a um acordo com os credores foi passada ao ministro adjunto das Relações Exteriores, Euclid Tsakalotos. O próximo pagamento da Grécia ao Fundo Monetário Internacional, totalizando cerca de 200 milhões de euros em pagamento de juros, vence em 6 de maio devido a um feriado na Grécia, disse um porta-voz do FMI nesta quinta-feira.

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5. Entrada recorde de estrangeiros
Com a alta liquidez resultante dos juros baixos e dos programas de estímulo no mundo desenvolvido, os investidores estão tendo mais dinheiro na mão para investir em ativos de países emergentes como o Brasil. O aumento da posição estrangeira provocou inclusive um boom de valorização nas ações ordinárias das empresas mais líquidas como a Petrobras e a Vale. 

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