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SÃO PAULO – O dólar esboça chegar a sexta sessão seguida de queda, mas desta vez com muito menos força que nos pregões anteriores. Na véspera, a moeda chegou a cair mais de 1%, mas no fim do dia ganhou forças e encerrou com leves perdas. Nesta terça-feira (7) a divisa opera próxima da estabilidade, com queda de 0,09% às 14h15 (horário de Brasília), cotada a R$ 3,1170 na compra e R$ 3,1195 na venda. A questão que fica agora é: chegou o fim o tempo de dólar em baixa?
Se nos últimos dias a queda do dólar foi sustentada pelo otimismo das conversas dentro do governo para a realização do ajuste fiscal e pela expectativa de que o Federal Reserve deve esperar mais um pouco para elevar os juros nos EUA, a tendência agora é que o mercado aguarde por sinalizações mais fortes em ambos os cenários, que não sustentariam mais quedas tão fortes quanto a das últimas sessões. Desde o dia 30 de março, a queda da moeda chega a 3,80%.
Em sua newsletter diária, a equipe da Empiricus destaca que o câmbio de equilíbrio, ou seja, aquele que neutraliza as relações do Brasil com o resto do mundo como exportações e importações, seria em torno de R$ 3,30, o que explica uma possível nova alta da moeda daqui para frente. Além disso, eles lembram que a “munição” do Banco Central para segurar a moeda se esgotou, em uma referência ao término do programa de leilões de swap. Com isso, a partir do momento em que o dólar voltar a subir, o BC não terá como segurar a cotação como fazia antes.
Outro fator que mantém a expectativa de alta da moeda é a elevação dos juros nos EUA, algo que, apesar de estar sendo postergado, é inevitável. Segundo Júnior Faria, consultor da Wagner Investimentos, a tendência segue de alta, lembrando que o dollar index (índice que mostra a variação do dólar contra uma cesta de moedas) caiu apenas 3,5% sobre a máxima ocorrida no início de março. “Isto mostra que o mercado ainda aposta na tendência de alta e que os dados até agora apenas adiam o que é inevitável: a alta de juros nos EUA”, ressalta.
Segundo ele, a expectativa agora fica para a ata da última reunião do Fomc, que será divulgada amanhã. No documento, novas sinalizações sobre como o Fed está entendendo o cenário econômico americano devem levar os especialistas a fazerem novas apostas sobre quando deve ter início a alta dos juros, o que deve levar o dólar a ter volatilidade entre hoje e amanhã.