BB e imobiliárias sobem 7% em dia de euforia com Fed; Vale segue em queda

Confira aqui os principais destaques da Bovespa na sessão desta quarta-feira

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SÃO PAULO – Após operar volátil na manhã desta quarta-feira e início desta tarde, a Bolsa dispara após o anúncio de que o Federal Reserve retirou a menção “paciente” em seu comunicado sobre as taxas de juros, mas ainda assim declararam que a primeira alta não deverá vir em abril. Depois de abrir em queda, as ações da Petrobras operam com fortes altas nesta tarde, levando junto o Ibovespa, que agora opera em alta, enquanto os papéis da Vale seguem em forte queda penalizados pela derrocada do minério de ferro hoje.

Em meio à euforia do mercado nesta tarde, o mercado observa no topo dos ganhos do Ibovespa as ações de PDG Realty (PDGR3, R$ 0,41, +7,89%),  Light  (LIGT3, R$ 14,51, +7,56%),  Marfrig (MRFG3, R$ 4,56, +7,29%),  Eletrobras e Banco do Brasil (BBAS3, R$ 23,90, +6,46%), todos papéis que vinham sofrendo bastante nos últimos pregões da Bolsa. No momento, apenas 8 ações do índice operavam com queda. Para ver os principais ganhos e perdas da Bolsa, utilize a ferramenta do InfoMoney “Altas e Baixas”, clicando aqui. 

Confira abaixo os principais destaques da Bovespa nesta sessão, segundo cotação das 15h38 (horário de Brasília):

Petrobras (PETR3, R$ 8,98, +3,10%; PETR4, R$ 9,21, +3,60%)
As ações da Petrobras deixaram a abertura negativa para trás e operam com fortes ganhos nesta tarde. Essa é a terceira sessão seguida de ganhos do papel. 

Vale (VALE3, R$ 19,56, -1,61%; VALE5, R$ 16,83, -2,09%)
Depois de um dia de otimismo na véspera, as ações da Vale caem hoje em meio à derrocada do preço do minério de ferro. A commodity, principal produto da Vale, afundou 5,4%, chegando ao menor valor já registrado em meio a preocupações com a demanda no país asiático. A queda acontece em meio a temores de que maiores restrições ambientais na China podem atingir a produção de aço e prejudicar o apetite pela matéria-prima no país que é seu principal consumidor. Acompanham o movimento hoje as ações da Bradespar (BRAP4, R$ 11,57, -2,36%), holding que detém participação na Vale.   

Ecorodovias (ECOR3, R$ 9,10, -4,21%)
A Ecorodovias venceu o leilão da ponte Rio-Niterói realizado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) nesta quarta-feira na BM&FBovespa, em São Paulo. A companhia foi a que apresentou maior deságio sobre a tarifa mínima exigida, que era de R$ 5,18. O consórcio ofereceu preço de R$ 3,284, equivalente a um deságio de 36,7%. Entre as demais empresas que participaram do leilão, a CCR (CCRO3, R$ 15,87, +4,20%), que há 20 anos operava a concessão, ofereceu tarifa de R$ 4,242; a Triunfo (TPIS3, R$ 3,76, +0,80%), de R$ 3,869; a CS Brasil Transportes de Passageiros e Serviços Ambientais, de R$ 4,078; a Infra Bertin, de R$ 4,141; e o Consórcio Nova Guanabara, de R$ 3,359.  

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BM&FBovespa (BVMF3, R$ 11,37, +5,77%)
A BM&FBovespa segue em alta hoje após disparar 7,9% na véspera. Segundo o analista Lauro Vilares, da Guide Investimentos, sem nenhuma notícia no radar, o que pode explicar o movimento de arrancada é que ontem as ações romperam um importante patamar gráfico de R$ 10 – que já havia sido testado três vezes desde o final de dezembro. O rompimento disparou ordem de compras dos investidores já que era um ponto considerado importante para o papel, comentou. 

Usiminas (USIM3, R$ 21,06, -1,13%; USIM5, R$ 5,14, +0,78%)
Depois de três pregões seguidos de disparada, quando subiram impressionantes 118%, os papéis ordinários da Usiminas respiram nesta sessão. O pedido do acionista minoritário Lirio Parisotto foi acatado pelo conselho da Usiminas e uma assembleia geral extraordinária deve ser convocada para o dia 6 de abril. Segundo o Valor, as informações são de que Parisotto deseja levar seu nome à votação para a presidência do conselho da siderúrgica. Nessa assembleia, os minoritários detentores de 10% do capital da empresa devem definir o novo presidente do conselho, visto que a Nippon Steel e a Ternium-Techint disputam, na Justiça, a gestão da empresa e, por isso, devem ser impedidos de votar, já que não chegam a um consenso. 

Eletrobras (ELET3, R$ 5,43, +6,47%; ELET6, R$ 6,99, +4,33%)
A Eletrobras anunciou ontem uma mudança nas garantias para quitar uma dívida de R$ 8,6 bilhões com a Petrobras, ocasionada pela inadimplência de distribuidoras de energia da região Norte em relação ao fornecimento de combustíveis. 

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Natura (NATU3, R$ 25,99, +0,54%)
A Natura teve sua recomendação rebaixada de neutra para underperform (desempenho abaixo da média) pelo Credit Suisse. O preço-alvo segue em R$ 25 por ação. 

Ser Educacional (SEER3, R$ 10,97, +2,24%)
O grupo privado de educação Ser Educacional e a Ideal Invest, que gere o programa de crédito universitário Pravaler, fecharam acordo de parceria para oferecer crédito estudantil privado que prevê a disponibilização de até R$ 1 bilhão para financiar mensalidades de alunos. O financiamento será de até 100% durante toda a duração do curso e a Ser Educacional vai subsidiar uma parte da taxa de juros, restando aos alunos juro de 3,4% ao ano, mesmo percentual do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), que é oferecido pelo governo federal.

Iguatemi (IGTA3, R$ 27,16, +2,88%)
A Iguatemi reportou o resultado do quarto trimestre de 2014 ontem após fechamento do pregão. Segundo a Guide Investimentos, o resultado foi forte e corrobora a tese de resiliência do segmento de shoppings ao cenário macroeconômico desafiador. A receita líquida da empresa foi de R$ 166,6 milhões no período, crescimento de 18,9% na comparação anual. O lucro líquido foi de R$ 65,4 milhões, avanço de 15,8%. 

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Fibria (FIBR3, R$ 40,90, -1,49%)
A Fibria já encaminhou para apreciação do seu conselho de administração o projeto que pretende mais que dobrar o tamanho de sua fábrica em Três Lagoas (MS), de acordo com informações do Valor Econômico. Depois do longo aguardo do mercado, o projeto de US$ 2,5 bilhões está nas mãos dos conselheiros e depende do seu aval para sair do papel.