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SÃO PAULO – Para aqueles que apostavam em um declínio contínuo dos preços das commodities no início deste ano, o rali das últimas semanas deve ter vindo como uma grande surpresa. Porém, conforme afirmam os analistas do Danske, um pouco de cautela é necessário, já que essa alta pode ter ido “longe demais”.
A partir da segunda metade de 2008 as cotações das matérias-primas entraram em uma trajetória descendente, recuando de patamares recordes como o aquele do barril de petróleo, que até meados de julho estava em US$ 147. O mesmo foi sentido pelos contratos dos metais, grãos e também outros produtos.
Com esse cenário em mente, a tendência para o primeiro semestre deste ano era de queda para os preços das commodities, assim como de outros ativos, devido ao impacto do aprofundamento da recessão nas principais economias do globo.
No entanto, a trajetória dos mercados durante o mês de março foi na direção contrária, fazendo com que investidores registrassem lucros tanto no mercado de ações, quanto naquele voltado para as matérias-primas. Movimento esse impulsionado pelo maior apetite ao risco e a queda do dólar, aponta o Danske.
Preços devem continuar a subir
A recuperação dos indicadores econômicos globais trouxe um novo ânimo às bolsas, clareando um pouco o cenário econômico nebuloso que havia se instaurado inicialmente. Na visão dos analistas do banco, os pacotes de estímulos do governo parecer ser os principais agentes dessa “virada”.
Porém, afirmam eles, é necessário ter um pouco de cautela com toda essa euforia, uma vez que esse movimento de alta deve ter passado um pouco do ponto. Ao que tudo indica, a atividade global apenas iniciou o seu processo de retomada.
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Por fim, vale ressaltar, que, na opinião do Danske, novas baixas recordes não deverão ser sentidas nos próximos períodos, e os preços de contratos com maior prazo tendem a subir à medida que o mercado assimila os benefícios dos planos governamentais.