Ásia cai com desaceleração chinesa e temores com Fed; Europa sobe com BCE

Dados asiáticos foram ofuscados por BCE nas bolsas europeias, em meio ao andamento do programa de flexibilização monetária

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SÃO PAULO – As bolsas da Ásia tiveram queda para uma mínima de dois meses nesta quarta-feira com mercados nervosos diante das preocupações com uma elevação antecipada da taxa de juros nos Estados Unidos, além dos temores com a desaceleração chinesa.

Enquanto isso, na Europa, o dia é de recuperação, com os dados asiáticos sendo ofuscados pelo BCE (Banco Central Europeu), em meio ao andamento do programa de flexibilização monetária. A autoridade monetária europeia entrou no terceiro dia em que comprou títulos dos países da zona do euro. O mercado também aguarda pelo discurso do presidente do BCE, Mario Draghi, que pode dar mais indicações sobre o programa. 

Emergentes e bolsas asiáticas sofrem
Ativos com maior risco tanto nos EUA quanto em outros mercados vêm sofrendo pressão após os fortes dados de empregos nos EUA na sexta-feira terem aumentado as expectativas de que o Federal Reserve, banco central norte-americano, pode elevar a taxa de juros já em junho – uma perspectiva que parecia relativamente mais remota algumas semanas antes.

Receios renovados sobre as negociações da Grécia acerca da dívida com parceiros da zona do euro e pressões deflacionárias na China também pesaram sobre mercados emergentes em geral.

Dados divulgados nesta quarta-feira reforçaram a noção de uma desaceleração no crescimento da China, com números de produção industrial, vendas no varejo e investimento um pouco mais fracos que o esperado.

O índice japonês Nikkei contrariou a tendência e subiu 0,3 por cento depois que dados de encomendas de maquinário melhores que o esperado ajudaram a compensar perdas em Wall Street.

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(Com Reuters)

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.