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SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Standard and Poor’s reafirmou os ratings de crédito corporativo de longo prazo ‘B+’ da JBS (JBSS3). No mesmo sentido, a instituição confirmou as categorizações de emissão, que foram reiterados com o patamar ‘B-‘. Ambos detêm perspectiva negativa.
Além disso, a S&P confirmou o rating ‘B+’ para a subsidiária JBS USA e para sua futura emissão de senior unsecured notes, no valor de US$ 400 milhões e com vencimento em 2014. Como fez na parte brasileira, a instituição categorizou com perspectiva negativa as duas classificações.
Dívidas em foco
“Os ratings da JBS refletem o perfil financeiro consolidado agressivo do grupo, com altos níveis de endividamento em decorrência da política de crescimento elevado dos últimos anos”, afirmam os analistas, ao justificar as classificações realizadas.
Num olhar pormenorizado no endividamento da companhia, a alta exposição aos vencimentos de curto prazo, em um cenário de aperto das condições de crédito, traz preocupações à equipe da Standard and Poor’s.
Entre EUA e Brasil
Ao olharem para o horizonte operacional, os analistas mantêm-se incrédulos. “Esperamos que a JBS continue enfrentando um ambiente operacional difícil no Brasil, com margens baixas e gado a preços relativamente elevados”, completam, na crença de que a rentabilidade doméstica ainda deverá ser fraca.
Por fim, a S&P estima que a maior parte do Ebitda (geração operacional de caixa) virá dos EUA, embora o cenário na maior economia do mundo esteja “mais deprimido”, além da possibilidade da subsidiária norte-americana ter que lidar com “uma piora no mix de produtos nos próximos trimestres”.