Wall Street sente peso das tensões com bancos e fecha com queda próxima de 4%

Setor financeiro lidera perdas do S&P 500; setor tecnológico tem dia agitado com venda da Sun Microsystems e resultado da IBM

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SÃO PAULO – Vindas de seis semanas seguidas de alta, as bolsas norte-americanas não resistiram às preocupações renovadas em torno de setor financeiro – principal suporte do recente rali da renda variável – e enfrentaram duras perdas nesta segunda-feira (20).

Não bastou lucro acima das projeções. As ações do Bank of America (-24%) repercutiram negativamente o aumento da margem para cobertura de crédito inadimplente. Em entrevista à rede CNBC, o CEO (Chief Executive Officer) do banco, Ken Lewis, descartou a venda da unidade de cartões de crédito.

No mesmo sentido, as ações do Citigroup (-19%) despencaram após o Goldman Sachs declarar que as perdas do conglomerado com crédito crescem a “rápidas taxas”. Wells Fargo e JP Morgan acompanharam seus pares setoriais e tiveram desvalorização de, respectivamente, 16% e 11%. Também na ponta negativa do S&P 500 apareceram Fifth Third Bancorp (-24%), Capital One Financial (-25%) e Regions Financial Corp (-20%). Os investidores aproveitaram as ocorrências negativas do dia para realizar lucros, já que as ações do setor financeiro vinham de forte rali.

Os resultados da Eaton (-9,7%), fabricante de disjuntores e bombas de combustível, também não agradaram. Além de reportar prejuízo de US$ 52 milhões no trimestre, a empresa reduziu sua projeção de ganhos pela terceira vez.

Dia agitado no setor tecnológico

Sem chegar a um acordo com a IBM, a Sun Microsystems será adquirida pela Oracle por US$ 7,4 bilhões, ou US$ 9,50 por ação. As ações da adquirida dispararam 36,8% e fecharam em US$ 9,15, enquanto os ativos da Oracle responderam ao anúncio com queda de 1,26%.

Não só do acordo entre Oracle e Sun Microsystems foram negociadas as ações da IBM (-0,83%). Os investidores passaram a sessão na expectativa pela publicação dos resultados do primeiro trimestre da empresa, que ocorreu após o fechamento de Wall Street. O lucro por ação superou projeções, mas a receita não.

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Petróleo pressiona Chevron e Exxon Mobil

Penalizado pela forte valorização do dólar frente as principais divisas de referência e pelas referências econômicas negativas da sessão, o barril de petróleo negociado em Nova York encerrou a segunda-feira com desvalorização de quase 9%. Assim, as ações das petrolíferas Chevron (-3,24%) e Exxon Mobil (-2,19%) caíram forte.

Economia

Referência isolada na agenda econômica, o Leading Indicators mostrou variação negativa de 0,3% em sua medição de março. Os dados divulgados pela Conference Board vieram pouco pior do que o mercado esperava (-0,2%). O indicador referente ao mês de fevereiro fora revisado para uma queda de também 0,2 %.

Índices de Wall Street caem perto de 4%

O índice S&P 500, que engloba as 500 principais empresas dos EUA, fechou em forte baixa de 4,28% a 832 pontos, acumulando no ano forte baixa de 7,85%.
Por sua vez, o Nasdaq Composite, que concentra as ações de tecnologia, encerrou o pregão em forte desvalorização de 3,88% atingindo 1.608 pontos e subindo 1,98% no ano.
Por último, o Dow Jones, que mede o desempenho das 30 principais blue chips norte-americanas, apresentou queda de 3,56% chegando a 7.842 pontos e acumulando no ano forte baixa de 10,65%.


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%Var Dia Pontos %Var 30D %Var Ano
Dow Jones -3,56 7.842 +7,74 -10,65
Nasdaq -3,88 1.608 +10,36 +1,98
S&P 500 -4,28 832 +8,31 -7,85