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SÃO PAULO – Para a presidente Dilma Rousseff (PT), o rebaixamento da Petrobras (PETR3; PETR4) realizado pela Moody’s na noite de terça-feira (24) “é uma falta de conhecimento do que está acontecendo com a companhia”. “Não tenho dúvida que a Petrobras tem grande capacidade de se recuperar sem grandes consequências”, afirmou ela durante uma coletiva em Feira de Santana, na Bahia.
Dilma ainda disse que não acredita que ocorra um rebaixamento do rating do Brasil e que o governo irá sempre brigar para evitar um corte no rating. “Só lamentamos que não tenha tido correspondência por parte da agência, mas isso está superado”, disse a presidente. Na noite de ontem, a agência de rating Moody’s rebaixou a estatal para Ba2, tirando assim o grau da investimento da companhia.
O mercado agora trabalha com a possibilidade de no curto prazo ocorrer outros cortes pela S&P e Fitch – lembrando que para a empresa perder, de fato, o grau de investimento é necessário que mais uma agência revise sua nota para baixo. A preocupação com isso é que muitos fundos não poderiam mais comprar as ações da empresa, enquanto seu custo de financiamento aumentaria reduzindo lucros futuros da empresa.
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Segundo o UBS, o rebaixamento aumenta a chance de uma emissão de ações pela empresa ainda este ano. Os analistas do banco comentaram que o rebaixamento significa mais 200 pontos-base no custo de financiamento da empresa com novas dívidas. Para o Bradesco BBI, o corte pela Moody’s é “mais um capítulo na espiral deterioração que temos visto há anos” e que segue recomendando que os investidores evitem a ação neste momento. “Não conseguimos ver qualquer fato que possa reverter este cenário no curto prazo”, disse.