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SÃO PAULO – Após reduzir a alta no início da tarde, o dólar comercial inverte sinal e opera no terreno negativo nesta segunda-feira (9). A semana começa com um clima de aversão ao risco por parte de investidores, gerando instabilidade nas bolsas.
O Banco Central divulgou a atualização do relatório Focus. O documento traz projeções de menor crescimento para a economia brasileira, sendo esperado avanço de 1,2% no PIB (Produto Interno Bruto) em 2009. Podem ser verificadas também estimativas de pior desempenho para a atividade industrial, com números indicando queda de 0,04% na produção acumulada no ano vigente.
A tendência de menor pressão inflacionária, associada à perspectiva de desaceleração econômica, contribuiu para o cenário prospectivo de flexibilização da política monetária. De acordo com a mediana das projeções compiladas pelo Banco Central, espera-se que a Selic encerre 2009 a 10,25% ao ano. O Copom (Comitê de Política Monetária) se reúne na terça e quarta-feiras para delegar sobre o patamar da Selic.
A balança comercial registrou um saldo positivo de US$ 284 milhões na primeira semana de março, que teve cinco dias úteis. No período, foram registradas exportações da ordem de US$ 2,682 bilhões e importações de US$ 2,398 bilhões. Com o resultado, o saldo acumulado no ano ficou positivo em US$ 1,527 bilhão, segundo os dados do MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior).
Cenário externo
No cenário externo, o dia também é de instabilidade. O Banco Mundial afirmou que esta será a pior recessão global desde a Segunda Guerra. Também respondendo negativamente, o setor financeiro é motivo de cautela, com a previsão de que o HSBC tenha seu resultado prejudicado pelas unidades nos EUA.
A primeira sessão da semana também destaca que o acordo entre as farmacêuticas, com a compra da Schering-Plough pela Merck por US$ 41 bilhões. O preço representa um prêmio próximo a 34% aos acionistas, com base na última cotação. As ações da Schering-Plough sobem forte na NYSE, enquanto os ativos da Merck respondem negativamente ao acordo.
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Os investidores também repercutem entrevista do megainvestidor Warren Buffett à CNBC. Buffett disse que a economia dos EUA “caiu de um precipício” e que as medidas adotadas pelo governo podem levar a inflação a níveis acima daqueles vistos na década de 1970.
Acompanhe as cotações
O dólar comercial opera cotado a R$ 2,3680 na compra e R$ 2,3700
na venda, baixa de 0,21% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,5000, representando um ágio de 5,57%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 0,04% em março, frente
à alta de 2,69% registrada no mês passado.
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No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 1,41%.
Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
opera cotado a R$ 2.388,
leve baixa de 0,04% em relação ao fechamento
de R$ 2.389
da última sexta-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, opera em baixa de 0,35%,
atingindo R$ 2.405 frente
à R$ 2.413 do fechamento de
sexta-feira.