Percepção de risco nos emergentes se deteriorou na última semana, diz banco

Segundo Scotiabank, referências negativas no período culminaram em um aumento da aversão ao risco entre os investidores

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SÃO PAULO – Diante das renovadas preocupações com o agravamento da crise sobre as principais economias do mundo, a percepção global de risco para os mercados emergentes deteriorou-se novamente na última semana. É o que mostra relatório publicado pelo Scotiabank.

Entre os principais acontecimentos do período que contribuíram para ampliar a cautela entre os investidores, a instituição destaca a frustração com as cifras do pacote de estímulo econômico da China e a deterioração do mercado de trabalho norte-americano, evidenciada pela divulgação do Relatório de Emprego na sexta-feira (6).

Além de guiarem as principais bolsas internacionais – incluindo a brasileira – para mais uma semana de perdas, tais referências culminaram em um aumento da aversão ao risco nos mercados. Por sua vez, também impulsionou o índice EMBI, do JP Morgan, que fechou a semana com alta de 10 pontos-base na América Latina.

Apesar de ruim, o desempenho chama a atenção de forma positiva se comparado ao dos países emergentes da Europa, onde a valorização semanal medida pelo indicador do banco norte-americano foi bem mais expressiva, totalizando nada menos que 50 pontos-base.

Risco-país também sobe

No caso específico do mercado brasileiro, o risco-país calculado pelo conglomerado encerrou a última semana com alta de 36 pontos, aos 450 pontos-base. No entanto, o Scotiabank minimizou a performance ao afirmar que a economia brasileira está começando a se recuperar das sequelas deixadas pela crise.

Para esta semana, o banco aponta como grande destaque a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) que irá decidir o rumo do juro básico do País. A expectativa da instituição é de mais um corte de 100 pontos-base, que levaria a taxa Selic para o patamar de 11,75% ao ano.