Em dia de otimismo nos mercados, dólar comercial cede e opera em forte baixa

Sessão é marcada por alívio da tensão no setor financeiro e expectativa pela decisão do Copom, que sai na quarta-feira

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SÃO PAULO – A terça-feira (10) continua a marcar uma sessão de ganhos à renda variável e de desvalorização do dólar comercial desde a abertura dos negócios.

Muitas vezes motivo de tensões por parte de investidores, o setor financeiro garante boa parte do otimismo nesta sessão, após CEO (Chief Executive Officer) do Citi, Vikram Pandit, afirmar que a empresa vivencia seu melhor trimestre desde 2007.

O comunicado impulsiona as ações do Citi em mais de 36%. Outros bancos se beneficiaram da notícia e levaram Wall Street a ganhos de 5%.

Agenda

A agenda do dia pede atenção aos números do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, que encolheu 3,6% na passagem do terceiro para o quarto trimestre de 2008 – o pior desempenho de toda a série histórica, iniciada em 1996.

Na véspera da decisão do Copom (Comitê de Política monetária) acerca da Selic, o mercado também atenta para o resultado da Pesquisa Industrial Regional do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que revelou queda média de 17,2% na produção industrial entre janeiro de 2008 e 2009.

Nos EUA, o nível dos estoques no atacado recuou menos do que as expectativas do mercado em janeiro. O Wholesale Inventories recuou de 0,7% no período, frente à queda esperada pelo mercado de 1%. Em dezembro, o indicador foi revisado de -1,4% para -1,5%.

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Acompanhe as cotações

O dólar comercial opera cotado a R$ 2,3460 na compra e R$ 2,3480

na venda, forte baixa de 1,30% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana opera negociada a R$
2,5000, representando um ágio de 6,56%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 0,97% em março, frente
à alta de 2,69% registrada no mês passado.

No ano a valorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 0,47%.

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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
opera cotado a R$ 2.357,
forte baixa de 1,53% em relação ao fechamento
de R$ 2.393

da última segunda-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, opera em forte baixa de 1,37%,
atingindo R$ 2.380 frente
à R$ 2.413 do fechamento de
segunda-feira.