Dólar comercial amplia queda da véspera e inicia a sessão próximo a R$ 2,27

Clima ameno nos mercados ajuda na desvalorização da moeda, enquanto investidores avaliam bancos norte-americanos

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SÃO PAULO – Após encerrar a última sessão no menor patamar desde meados de fevereiro, o dólar comercial dá continuidade à trajetória da véspera e inicia a sexta-feira (13) próximo a R$ 2,27, com queda de 0,47% frente ao fechamento anterior.

Ainda comentando o guidance positivo do Bank of America e a declaração do Citigroup de que não precisará de novos aportes do governo, os investidores seguem menos avessos ao risco nesta sessão, procurando posições mais arriscadas no mercado financeiro. As performances do Barclays e do Credit Suisse também merecem destaque, ajudando a alta das bolsas.

A China reiterou sua preocupação com a economia norte-americana e demonstrou certa cautela com os Treasuries. Assim como fez o Japão, o país reforçou o discurso em prol de estímulos econômicos para superar a crise.

Calmaria?

Em nota sobre o comportamento dos mercados, a diretora de câmbio da AGK Corretora, Miriam Tavares, pediu certa cautela aos investidores, mesmo com o campo positivo nas bolsas de valores. “De fato, é prematuro afirmar que estamos diante de um processo consistente de estabilidade e retomada da confiança”.

O âmbito doméstico conta ainda com a Pesquisa do Comércio relativa a janeiro, divulgada às 9h30 pela Fundação Getulio Vargas, e com a movimentada agenda de resultados corporativos. O Banco Central não confirmou, por ora, novas intervenções no mercado de câmbio.

Resultado acumulado

Com a variação desta sexta-feira, a moeda norte-americana registra queda de 3,88% neste mês de março e uma desvalorização de 2,48% desde o início do ano.