Auditoria interna mostra prejuízo de R$ 1 bilhão da Petrobras no Comperj

Segundo a auditoria, ocorreram irregularidades também na maior contratação citada no relatório, que chega a R$ 3,8 bilhões, que foram feitas sem concorrência pública com o consórcio TUC

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SÃO PAULO – Uma auditoria interna feita pela Petrobras (PETR3; PETR4) sobre o Comperj (Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro) mostrou que a companhia comprou equipamentos antes de definir o modelo de negócios e a estrutura de produção da refinaria, o que causou um prejuízo de mais de R$ 1 bilhão para evitar a deterioração de aparelhos e unidades sem uso, afirmou o jornal Folha de S. Paulo nesta segunda-feira (5).

Ainda segundo a matéria, parte de todo esse equipamento não deve mais ser utilizado e a estatal agora está estudando a possibilidade de aproveitar esse maquinário em outras unidades. Segundo a investigação, funcionários da Petrobras disseram terem sofrido “pressões” de Renato Duque e Paulo Roberto Costa, ex-diretores de Serviço e Abastecimento, para acelerar as aquisições e as obras do Comperj.

Segundo a auditoria, ocorreram irregularidades também na maior contratação citada no relatório, que chega a R$ 3,8 bilhões, que foram feitas sem concorrência pública com o consórcio TUC, formado pelas empresas Odebrecht, UTC e Toyo. A Petrobras acredita que o Comperj comece a produzir em agosto de 2016.

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De acordo com a Folha, o relatório aponta ainda “evidências no sentido de que os gestores não possuíam, na época da contratação, a segurança necessária no cronograma do Comperj que justificasse a contratação direta”. Segundo a auditoria, “as falhas de gestão, problemas de planejamento e de coordenação na execução do projeto podem ter contribuído para facilitar a ocorrência de eventuais ações criminosas” sob apuração na Lava Jato.


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.