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SÃO PAULO – Os dados divulgados pelo DOE (Departamento de Energia dos EUA) nesta quarta-feira (18) mostram novo aumento semanal dos estoques de petróleo norte-americanos, que já acumulam alta em 21 das últimas 24 semanas.
Entre as semanas terminadas em 6 e 13 de março, o nível dos estoques de óleo bruto no país avançou em 2 milhões de barris, acima da média das estimativas dos analistas, que apostavam em alta de 1,5 milhão de barris.
No mesmo sentido, o nível dos estoques de gasolina nos EUA mostrou alta de 3,2 milhões de barris. Ainda segundo o relatório, as refinarias norte-americanas operaram com 82,1% de sua capacidade operacional total, abaixo dos 82,7% registrados na semana anterior.
Variação semanal
| Em milhões de barris | Semana até 13/3/2009 | Semana até 6/3/2009 | Variação |
| Óleo bruto | 353,3 | 351,3 | +2,0 |
| Gasolina | 215,7 | 212,5 | +3,2 |
| Derivados | 145,5 | 145,4 | +0,1 |
| Óleo para calefação | 36,8 | 37,8 | -1,0 |
Variação anual
| Em milhões de barris | Semana até 13/3/2009 | Semana até 13/3/2008 | Variação |
| Óleo bruto | 353,3 | 306,0 | +47,3 |
| Gasolina | 215,7 | 228,9 | -13,2 |
| Derivados | 145,5 | 113,2 | +32,3 |
| Óleo para calefação | 36,8 | 28,2 | +8,6 |
Cotação mantém queda
Sem grandes alterações depois da divulgação do relatório, o preço do petróleo continua em queda no mercado internacional. A cotação do barril do Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 46,22 nesta quarta-feira, baixa de 1,22% em relação ao último fechamento.
Já o contrato com vencimento em abril de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 48,09 por barril, configurando uma baixa de 1,50% frente ao fechamento anterior.
Entenda o relatório de estoques
Elaborado pelo DOE, o relatório de estoques é divulgado usualmente a cada quarta-feira. Como os EUA são os maiores consumidores e importadores mundiais de óleo bruto, suas relações de oferta e demanda exigem acompanhamento de perto pelo mercado.
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Vale ressaltar que – outras variáveis à parte – um aumento dos estoques norte-americanos alivia a pressão sobre os preços internacionais do petróleo. Já em caso de queda das reservas, a tendência é de alta nas cotações.