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SÃO PAULO – O Ibovespa voltou a ganhar força após a abertura dos Estados Unidos e operava às 13h22 (horário de Brasília) com alta de 1,31%, a 50.112 pontos, puxado principalmente pelo otimismo externo e pelos papéis da Petrobras, que subiram mais de 5%. Além delas, ajudava o índice os papéis de bancos, que depois de operarem em queda pela manhã, retomaram os ganhos. Os mercados aceleravam a alta hoje em meio a expectativas de que o Federal Reserve e o BCE (Banco Central Europeu) possam reforçar a economia global.
Na ponta positiva, a Petrobras (PETR3, R$ 7,34, +7,37%, PETR4, R$ 9,17, +5,77%) vê suas ações subirem mais de 5% e estendem os ganhos de ontem, quando avançaram mais de 4%. No noticiário da estatal está a informação da Folha de S. Paulo, de que a empresa voltou a comprar mais combustíveis no exterior. Devido à queda na cotação do petróleo, a gasolina fora do país está 36% mais barata, e o diesel, 31%, o que favorece as importações.
De acordo com dados da ANP, em outubro a Petrobras pediu aval para importar 151 mil toneladas de gasolina, 150% além da média de julho a setembro. Em novembro, o pedido foi de 198 mil toneladas e, em dezembro, chegou a 388 mil toneladas, ou 546% a mais do que no terceiro trimestre.
Por outro lado, um dos piores setores da Bolsa em 2014, as siderúrgicas ameaçaram iniciar esta sessão com nova alta, mas já perderam viram para queda. CSN (CSNA3, R$ 5,61, -2,26%) e Usiminas (USIM5, R$ 4,81, -3,80%), Gerdau (GGBR4, R$ 10,15, -2,59%) caíam. O setor vem sendo beneficiado pelas notícias de que haverá um reajuste dos preços do aço entre 5% e 8% – o ajuste depende do produto – à rede de distribuição. Já a Vale (VALE3, R$ 22,51, -0,40%; VALE5, R$ 19,90, -0,45%), depois de três pregões seguidos de ganhos, virou para queda junto com o setor siderúrgico perto das 10h30 e amenizou a alta do índice.
As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:
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Otimismo com BCs e petróleo
No radar continua a surpresa pela redução nos estoques de petróleo nos Estados Unidos, indicando um aumento do consumo. O preço do barril da commodity subia 0,75% nesta manhã.
Na Alemanha, pedidos às fábricas caíram mais que o previsto, reforçando argumentos para BCE (Banco Central Europeu) ampliar estímulos, após deflação maior que o previsto na região do euro divulgada ontem.
Apesar disso, o analista independente Flávio Conde disse que discorda do otimismo no exterior com o BCE e o Federal Reserve. Para ele, o movimento no Fed atualmente não ajuda, mas não atrapalha, as decisões do banco central norte-americano só afetarão de fato os mercados quando houver aumento de juros, o que ele acredita que deva ocorrer em 2016, e não na metade de 2015 como espera o mercado. Já o BCE, para Conde, não solta medidas para ajudar a Europa apesar de todo o discurso por conta da rejeição por parte dos alemães.
Corte de gastos, empréstimo e indicadores
Aqui o mercado repercute anúncios de corte de gastos do governo como o limite de 1/18 (um dezoito avos) do projeto do Orçamento de 2015 para o valor mensal das “despesas correntes de caráter inadiável” que poderão ser feitas pelos órgãos do Poder Executivo até que ocorra a publicação da Lei Orçamentária deste ano.
Para a consultoria LCA, a medida anunciada pelo governo não só sinaliza com maior rigor na execução fiscal como apressa a votação da LOA no Congresso. Os cortes de gastos que vêm sendo anunciados pelo governo estão em linha com a política de maior rigor fiscal para este ano prometida pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e pelo ministro do Planejamento, Nelson Barbosa.
O ministro Joaquim Levy ainda disse ontem que não definiu soluções para o rombo nas distribuidoras de energia elétrica. Depois de se reunir por duas horas com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, não houve acordo sobre uma nova rodada de empréstimos às companhias no valor de R$ 2,5 bilhões.
Na agenda interna espera-se a divulgação da produção industrial em novembro, que deve apresentar um recuo de 4% segundo especialistas ouvidos pela Bloomberg.