[podcast] Após anúncio do Fed, sessão começa entre otimismo e receio

Nesta manhã, bolsas europeias operam em alta e os futuros de Wall Street indicam um ajuste negativo

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A sessão começa com um cenário que varia entre o otimismo e a dúvida em relação às medidas anunciadas pelo Federal Reserve. Ontem, o Fed anunciou planos de comprar até US$ 300 bilhões em Treasuries de longo prazo e um adicional de US$ 750 bilhões em títulos lastreados em hipotecas. Como era esperado, a taxa básica de juro foi mantida no intervalo entre 0% e 0,25% ao ano.

Mercado Internacional

Ao que tudo indica, os planos do Federal Reserve tiveram o impacto esperado. Seguindo a queda de 47 pontos-base da última sessão, os yields dos Treasuries com vencimento em 10 anos continuam caindo nesta manhã, chegando a 2,51%.

A expectativa também recai sobre as taxas de hipotecas. Depois do anúncio do Fed, o mercado espera que as taxas caiam ao menor patamar desde a Segunda Guerra Mundial.

Enquanto as bolsas europeias operam em alta refletindo a decisão do banco central dos Estados Unidos, os futuros de Wall Street indicam um ajuste negativo após os ganhos da quarta-feira.

Ainda no Velho Continente, o destaque fica com o noticiário corporativo. O banco suíço UBS anunciou que irá recomprar 1 bilhão de euros de dívida para aumentar a proporcionalidade de capital, além de pedir aos acionistas a aprovação de um futuro aumento de capital, caso seja necessário. Com as notícias, as ações do banco já registram quase 50% de alta nos últimos oito dias.

Já no extremo Oriente, as notícias também têm relação com o combate à crise financeira internacional. Depois do Banco Central do Japão anunciar que irá comprar US$ 18,3 bilhões de títulos da dívida pública por mês, foi a vez do governo chinês se pronunciar.

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O primeiro-ministro do país, Wen Jiabao, afirmou que o pacote de estímulo ao crescimento econômico tem que ser implantado “o mais rápido possível”, e que o Estado precisa “atuar ativamente frente à crise, para prevenir a economia de um declínio”. A declaração rendeu alta aos mercados acionários chineses e de Hong Kong.

Para esta sessão, a agenda norte-americana reserva a divulgação do número de pedidos de auxílio-desemprego, com o Initial Claims , os dados da atividade industrial, com o Philadelphia Fed Index, e o Leading Indicators.

Reagindo às notícias vindas dos Estados Unidos e da China, as commodities operam no positivo nesta manhã, com a expectativa de que a demanda se fortaleça em dois dos principais mercados consumidores do mundo. Metais, produtos agrícolas e o petróleo registram forte alta em Londres.

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No Brasil

No Brasil o destaque fica com a ata do Copom (Comitê de Política Monetária), que reforçou as preocupações com o cenário econômico ao mesmo tempo em que reiterou as impressões de redução contínua do risco inflacionário. Na última reunião da autoridade monetária, foi decidido por um corte de 150 pontos-base na taxa Selic, para 11,25% ao ano. Os analistas aguardavam a ata para tirar sinalizações de passos futuros do órgão.

No início da manhã também foi divulgado o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) referente ao segundo decêndio de março, que apontou deflação de 0,36%, taxa 0,81 ponto percentual abaixo da registrada no mesmo período do mês anterior (+0,45%).

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