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SÃO PAULO – A agência de classificação de risco Moody’s elevou o rating dos títulos públicos do Chile em moeda estrangeira de “A2” para “A1”, levando em consideração a resiliência do país aos choques externos devido à posição de ativos estrangeiros do governo e seu sólido balanço, que colocam o Chile no status de credor líquido.
De acordo com o vice-presidente regional de crédito da Moody’s, Mauro Leos, os fundamentos do Chile são sustentados por estruturas políticas e institucionais sólidas. “O favorável perfil de crédito do Chile também se beneficia de uma estrutura econômica desenhada para mitigar a volatilidade macroeconômica, uma condição particularmente relevante dadas as condições globais atuais”, acrescentou.
Com a nova ação de rating, a Moody’s eliminou a diferença entre as notas dos títulos em moeda estrangeira e moeda local, que havia sido estabelecida em 20 de novembro de 2008, quando a agência elevou o rating dos títulos públicos em moeda local para “A1”.
Resiliência
Embora espere um crescimento fraco da economia chilena no médio prazo, a Moody’s acredita que os reflexos dessa perspectiva terão relevância limitada nos ratings, devido à resiliência dos sólidos fundamentos de crédito do Chile.
Conforme a avaliação de Leos, a perspectiva para o crédito do país continua favorável mesmo em cenários alternativos que incorporam panoramas econômicos domésticos e internacionais mais deteriorados do que aqueles considerados pelo governo chileno.
Leos destacou também a importância do fundo de estabilização fiscal para a perspectiva positiva em relação aos ratings. “A presença de um fundo de estabilização fiscal transparente deve aumentar a habilidade das autoridades de lidar com as condições menos favoráveis”, informou.
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Perspectiva positiva
Justificando a perspectiva positiva dos ratings, a Moody’s ainda enfatiza a boa posição do crédito soberano do Chile, uma vantagem do país não apenas em meio às turbulências, mas também quando a economia mundial começar a se recuperar.
“Particularmente, a resiliência aos choques financeiros externos, uma condição não necessariamente presente em países com o mesmo rating, reforça o status prospectivo do Chile, fornecendo suporte para a perspectiva positiva”, conclui Leos.