Corte de 40% no minério da Vale é muito pior do que esperávamos, diz Link

A notícia é ruim e pesa sobre ações da mineradora; papéis ordinários caem 2,75% e preferenciais recuam 2,26%

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SÃO PAULO – As notícias desta sexta-feira (27) não são favoráveis para a Vale (VALE3, VALE5), com rumores de que a companhia teria aceitado uma redução temporária de 40% nos preços do minério de ferro negociados com as siderúrgicas chinesas.

As informações foram dadas pela Associação Chinesa de Ferro e Aço à agência de notícias Dow Jones. “A associação deixou claro que as negociações não acabaram e que após o término haverá um pagamento retroativo com o novo preço oficial, que pode ser diferente. Porém, a indicação é muito ruim e deixa transparecer que os preços definitivos ficarão neste patamar, ou muito perto deste”, avaliou a Link Investimentos.

Enquanto a mídia especula sobre o assunto, nenhum comunicado oficial foi feito por parte da Vale ou das empresas chinesas. Ainda assim, os rumores pesam sobre a performance da mineradora na bolsa paulista, com as ações ordinárias registrando queda de 2,75%, cotadas a R$ 32,18, enquanto as preferenciais recuam 2,26%, para R$ 27,66.

Reajuste pior do que o esperado

O principal ponto negativo da questão é que o valor do reajuste é pior do que o esperado por boa parte dos analistas. “A notícia é muito ruim e indica uma queda mais forte do que a que esperamos em 2009, pois prevíamos uma queda de 20% para o ano”, declara a Link.

Vale ressaltar que a corretora ainda acredita na possibilidade de um reajuste “menos pior” para o minério de ferro da Vale em comparação àquele das mineradoras australianas, compensando a diferença da correção acordada no ano passado. “Mas vemos que será difícil chegar aos 20% projetados”.

Simulação

Os analistas da Link simularam diversos cenários com a redução de 40% nos preços do minério de ferro da Vale de forma a estabelecer o preço-alvo em cada situação. Considerando uma perpetuidade de US$ 60 por tonelada, o preço-alvo fica em R$ 34,00, com upside de 20% frente ao fechamento da última sessão.

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“Já para a CSN, outra empresa muito exposta ao mercado de minério de ferro, com um reajuste de 40% temos um preço-alvo de R$ 42,00, um upside de 22% em relação ao fechamento da quinta-feira”, indica a Link, completando que “são upsides bem menos satisfatórios, porém até que são bons, dado o maior risco de upside do que de downside nessa variável a partir de agora”.