Bancos e automobilísticas derrubam mercados e dificultam abertura

Analistas ressaltam espera por dados econômicos mais relevantes, a serem divulgados com o passar da semana

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SÃO PAULO – Tomados por preocupações com relação a bancos e companhias automobilísticas, os mercados externos operam com fortes perdas e apontam para movimento negativo no mercado doméstico durante a abertura.

Notícias de que o governo dos EUA rejeitou as medidas propostas por Chrysler e General Motors, assim como o afastamento do principal executivo da última, levam os investidores a focar a possibilidade de falência para as gigantes.

Os investidores também avaliam negativamente a declaração de Timothy Geithner, secretário do Tesouro dos EUA, sobre a necessidade que alguns bancos possuem em receber grandes quantias em ajuda do Estado, em sessão marcada pela ausência de destaques no plano externo.

Na visão dos analistas do Danske Bank, “os mercados estão provavelmente no modo esperar-para-ver, antes dos eventos econômicos mais importantes e tardios nesta semana”.

Noticiário corporativo

Rick Wagoner, CEO (Chief Executive Officer) da General Motors, apresentou sua renúncia ao cargo, em meio a pressões por conta da negativa governamental em relação ao plano de recuperação traçado para empresa. Embora também tenha sua viabilidade questionada, a Chrysler deverá manter seu CEO

As ações das montadoras despencam em todo o mundo, com destaque para as perdas de 21,2% da GM – no pre-market de Wall Street – e 6,7% da Peugeot Citroen, que também anunciou a saída de seu CEO, na bolsa de Paris.

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Internamente, destaque para o lucro líquido de R$ 6,13 bilhões alcançado pela Eletrobrás ao longo de 2008, assim como para o resultado da CSN, que registrou ganhos de R$ 3,93 bilhões no último trimestre do ano.

Perspectivas

Tantos os mercados futuros nos Estados Unidos quanto as principais bolsas do continente europeu registram fortes perdas nesta sessão, trazendo contornos negativos para a abertura dos negócios em ambiente doméstico.

No último pregão, o Ibovespa registrou perdas de 1,6%, para 41.907 pontos. Para os analistas da corretora Ágora, além dos destaques mencionados, “também tivemos os comentários dos executivos-chefes do Banck of America e JP Morgan, alertando para a piora do desempenho destes bancos em março, contrastando com a boa performance nos dois primeiros meses do ano”.