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SÃO PAULO – Sofrendo com os impactos da crise econômica mundial, o setor automobilístico, especialmente o norte-americano, cada dia é atingido por uma notícia ruim. Em resposta, as ações das companhias do segmento despencaram nesta segunda-feira (30), com temores de insolvência.
Os pedidos de ajuda feitos pelas montadoras foram recusados pelos reguladores, que consideraram pouco convincente os termos que garantiam a viabilidade das empresas.
Segundo matéria publicada na agência de notícias CNBC nesta segunda-feira, os planos expostos pelas duas montadoras foram avaliados como “insuficientes” para liberar um novo empréstimo bilionário.
Já pressionado por resultados mais satisfatórios, o fato culminou na demissão do CEO da GM, Rick Wagoner, que ocupava a cadeira executivo chefe há mais de oito anos. Wagoner será substituído por Fritz Henderson, atual diretor financeiro da montadora.
Chrysler com Fiat
O governo partiu para o ataque e deu 30 dias
para a Chrysler fechar acordo com a italiana Fiat. O acordo foi firmado horas depois.
Falência pode ser a solução
O novo CEO da GM, Fritz Henderson, foi mais agressivo como cobrou o governo: em sua primeira entrevista como comandante da General Motors, assumiu que enfrentar um processo de recuperação judicial pode mesmo ser a melhor via para reestruturar a centenária empresa.
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Nada diferente na Europa
Assim como nos EUA, o setor automotivo europeu também sofre com a crise. Com o resultado, foi anunciada a saída do executivo-chefe da Peugeot, Christian Streiff, por Philippe Varin, um novato no setor.
Impacto direto nas ações
Como resultado das notícias, as ações da GM e da Ford fecharam com forte baixa de 25,4% e 2,8%, enquanto os papéis da Fiat e Peugeot, recuaram 9,3% e 9,1%, respectivamente, na bolsa de Milão e Paris.