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SÃO PAULO – Após duas sessões marcadas pela aversão ao risco dos investidores, a terça-feira (31) apresentou um mercado mais animado, impulsionado por notícias dos setores automotivo e financeiro dos EUA. Assim, o dólar comercial fechou com queda de 0,86% frente ao real, cotado a R$ 2,312.
A moeda norte-americana fechou o mês de março e o primeiro trimestre do ano com variação negativa de 2,49% e 1,07%, respectivamente. A desvalorização percentual mensal foi a mais expressiva desde abril de 2008, mês marcado pela elevação do rating soberano do Brasil a patamar de grau de investimento pela agência de classificação de risco S&P.
Com grande repercussão no cenário global, o comprometimento do novo CEO (Chief Executive Officer) da General Motors, Fritz Henderson, em se adequar ao plano de ajuda do governo Obama foi bem recebido pelo mercado. Segundo Henderson, “é preciso agir com rapidez” para ajustar as contas da montadora.
Já a AIG (American International Group) recebeu um empréstimo de US$ 800 milhões de sua unidade de financiamentos a consumidores, e a seguradora Lincoln National assegurou que irá honrar sua dívida de US$ 500 milhões no dia 6 de abril.
No Brasil, o ICI (Índice de Confiança da Indústria) apresentou alta pelo terceiro mês seguido, subindo 2,2% em março. Apesar da alta, o resultado reflete um ritmo muito fraco de atividade econômica em termos históricos. A expectativa dos empresários é de menor pessimismo nos próximos meses.
Indicadores norte-americanos abaixo do esperado
O preço dos imóveis apresentou variação negativa pela terceira vez consecutiva, caindo 18,97% em janeiro de 2009 frente ao mesmo mês de 2008, informa a S&P (Standard & Poor’s). A desvalorização foi levemente pior do que as expectativas.
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Outro índice que ficou abaixo do esperado foi o de atividade industrial na região de Chicago, que atingiu 31,4 pontos em março, menor do que os 34,4 pontos apontados pelo mercado.
A confiança do consumidor norte-americano subiu para 26 pontos neste mês, recuperando-se do menor patamar apresentado na história, quando marcou 25,3 pontos. Porém a melhora foi menor do que a esperada pelo mercado, que projetou um aumento para 28 pontos.
Confira as cotações do dólar
O dólar comercial fechou cotado a R$ 2,3100 na compra e R$ 2,3120
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na venda, forte baixa de 0,86% em relação ao fechamento anterior. No mercado paralelo, a moeda norte-americana encerrou o dia negociada a R$
2,5000, representando um ágio de 8,23%
em relação ao dólar comercial.
Com esta queda, o
dólar acumula desvalorização de 2,49% em março, frente
alta de 2,69% registrada no mês passado.
No ano a desvalorização acumulada da moeda norte-americana
já chega a 1,07%.
Dólar futuro na BM&F
também fechou em queda
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Na BM&F, o contrato futuro com vencimento em abril
encerrou o dia cotado a R$ 2.314,
forte baixa de 0,88% em relação ao fechamento
de R$ 2.335 da última segunda-feira. O contrato com vencimento em maio, por sua vez, fechou em baixa de 0,56%,
atingindo R$ 2.333 frente
à R$ 2.346 do fechamento de ontem.
O dólar pronto, que é a referência para a moeda norte-americana na BM&F Bovespa, registrava R$ 2,3180000
FRA de cupom cambial
Por fim, o FRA de cupom cambial, Forward Rate Agreement, referência para o juro em dólar no Brasil, fechou a 1,05% para maio de 2009, 0,05 ponto percentual abaixo do fechamento anterior.