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SÃO PAULO – O faturamento das 19 mil empresas que compõem o setor gráfico brasileiro deve atingir os R$ 24,2 bilhões este ano. A previsão é de um crescimento semelhante ao do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro.
Desde 2004, a cadeia produtiva gráfica vive um ciclo virtuoso, com expansão contínua. Em 2006, esse crescimento atingiu seu pico, com evolução de 24% nos negócios, na comparação com o resultado de 2005. Já no ano passado, o faturamento foi de R$ 23,7 bilhões – montante 2,1% superior ao registrado em 2007.
Reação à crise mundial
Porém, de acordo com informações da Agência Sebrae, a retração do mercado internacional, consequência da crise na economia, já foi sentido pelas indústrias gráficas exportadoras, que vendem ao exterior cerca de 20% da produção.
A Abigraf (Associação Brasileira da Indústria Gráfica) explica que o maior comprador internacional são os Estados Unidos, que absorvem principalmente cadernos e embalagens micro-onduladas fabricadas no Brasil.
“Alguns segmentos já sentem o momento econômico, como o de material gráfico promocional e o de embalagens, este último muito ligado à indústria de consumo”, afirma o presidente da Abigraf, Alfried Karl Plöger.
Por sua vez, os segmentos relacionados com produtos típicos de início de ano, como cadernos e livros editoriais, registraram vendas normais em janeiro e fevereiro. Na avaliação de Plöger, a real situação do setor somente poderá ser analisada a partir de março, quando acabam as vendas sazonais e os pedidos para atender aos mercados interno e externo recomeçam.
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Barreiras
As exportações do setor gráfico ainda são baixas, segundo o presidente da Abigraf, de forma que o mercado interno é o grande cliente das indústrias e empresas gráficas, das quais 95% são de micro e pequeno porte.
“Acreditamos que parte do que exportamos poderá ser absorvido pelo mercado interno, por conta da turbulência econômica internacional”, afirma ele.
Este ano será difícil e os empresários devem continuar a trabalhar com objetividade. “É importante que eles se conscientizem de que terão de reduzir custos e administrar estoques, e também que um aumento de preços, neste contexto, é inviável. Já enfrentamos muitas crises no Brasil e não é agora que vamos nos desesperar. Temos de ter paciência, tranquilidade e continuar trabalhando com objetividade e foco”, finaliza.