Marco Rubio nega intenção de deixar governo

Uma saída antes de janeiro permitiria a Trump nomear um substituto antes que os democratas assumam o controle do Senado e tenham poder de vetar suas indicações

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A agência Bloomberg noticiou na quinta-feira, 5, que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, avalia renunciar ao cargo, o que foi negado depois por ele. Segundo a reportagem, o secretário de Donald Trump teria conversado com integrantes da Casa Branca sobre seu futuro após a derrota expressiva dos republicanos nas eleições de meio de mandato, na terça-feira, e diante da possibilidade de ser candidato a presidente em 2028.

De acordo com a Bloomberg, fontes que pediram para não ser identificadas afirmaram que Rubio ainda não tomou nenhuma decisão – e que não há previsão de saída. A agência ainda afirma que, depois de comunicar que poderia renunciar, ele foi solicitado a permanecer no cargo.

Em entrevista ao New York Times, Rubio disse que trabalhar para Trump até o fim do seu mandato “sempre foi o plano”. “Para ser honesto, não sei de onde surgem essas coisas (notícia sobre sua saída). Adoro o trabalho que faço”, disse. “Além disso, sempre dou risada quando dizem que vou deixar o emprego. Eu pergunto: ‘Qual deles?'”

A agência aponta que não é incomum que membros do gabinete e funcionários de alto escalão deixem um governo quando ele entra na fase final do mandato, especialmente após uma grande derrota nas urnas. Uma saída antes de janeiro permitiria a Trump nomear um substituto antes que os democratas assumam o controle do Senado e tenham poder de vetar suas indicações.

Pressão

Após a histórica derrota nas eleições de meio de mandato, Trump enfrenta uma nova realidade política, com a oposição democrata determinada a usar suas maiorias no próximo Congresso para abrir investigações, acabar com a guerra no Irã e pôr fim às tarifas impostas pelo presidente.

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A apuração dos votos nos EUA segue em andamento e determinará o tamanho da maioria democrata. No Senado, espera-se que ela seja de pelo menos 54 das 100 cadeiras – Mississippi e Alasca ainda estão em aberto. Na Câmara, que tem a prerrogativa de iniciar os debates orçamentários, é ainda mais expressiva e já ultrapassou 250 cadeiras, de um total de 435.

O provável líder democrata no Senado, Chuck Schumer, afirmou nesta quinta que o novo Congresso trabalhará para responder às preocupações dos eleitores sobre “custos, caos e corrupção”, independentemente de Trump colaborar ou não.

Schumer afirmou que os democratas tentarão derrubar as tarifas de Trump, encerrar a guerra contra o Irã, proibir que autoridades federais eleitas negociem ações na bolsa de valores e limitar os custos para o consumidor decorrentes da expansão de data centers. Segundo ele, os republicanos terão de decidir se colaboram com a oposição ou se trabalham para outra derrota nas urnas.

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“Se Trump passar o próximo ano vetando leis para reduzir custos e acabar com a corrupção, essa última eleição, essa catástrofe republicana de terça-feira, parecerá um bom dia em comparação com o que ocorrerá na eleição de 2028”, disse Schumer. (AP)