Publicidade
O Itaú Unibanco (ITUB4) divulgou seus resultados do terceiro trimestre de 2026 (3T26) depois do fechamento do mercado nesta terça-feira (3), com lucro líquido recorrente gerencial de R$ 12,6 bilhões, alta de 6,2% e em linha com as projeções.
O resultado foi em linha com a projeção. A expectativa, segundo mediana de compilação feita por analistas consultados pela Reuters, era de um lucro de R$ 12,6 bilhões. O banco citou itens extraordinários líquidos dos efeitos fiscais que impactaram o resultado. Entre eles, estão R$ 291 milhões em reestruturação do varejo no Itaú Colômbia e R$ 133 milhões em amortização do ágio.
Leia mais:
- Confira o calendário de resultados do 3º trimestre de 2026 da Bolsa brasileira
- Temporada de balanços do 3T26 ganha destaque: veja ações e setores para ficar de olho
A margem financeira gerencial do banco ficou em R$ 34,6 bilhões, enquanto o retorno por patrimônio (ROE) anualizado, uma das principais métricas para o setor, ficou em 23,6% no terceiro trimestre.
O banco encerrou setembro com uma carteira de crédito de R$1,544 trilhão, aumento de 10,2% ano a ano e de 1,4% na base sequencial, com a inadimplência acima de 90 dias em 2,0%, de 1,9% um ano antes e de 1,9% três meses antes.
Em relação ao mesmo período do ano anterior, os crescimentos foram de 10,2% no consolidado e 10,9% no Brasil. A administração faz a ressalva de que, sem efeito de variação cambial, o crescimento consolidado anual seria de 10,4% enquanto no Brasil a alta seria de 11,3%.
Continua depois da publicidade
O custo do crédito somou R$10,4 bilhões no trimestre, alta de 2,7% em relação ao segundo trimestre e de 10,2% ante o terceiro trimestre de 2025.
O Itaú reiterou praticamente todas as suas previsões para o ano, incluindo o prognóstico de crescimento entre 5,5% e 9,5% para a carteira de crédito total e custo de crédito entre R$38,5 bilhões e R$43,5 bilhões.
A margem financeira totalizou R$34,6 bilhões, acréscimo de 7,8% ano a ano, com expansão de 6,6% na margem com clientes, para cerca de R$ 33,3 bilhões. A margem financeira com mercado somou R$1,3 bilhão, alta de 46,9%.
Continua depois da publicidade
No terceiro trimestre, as receitas de prestação de serviços recuaram 0,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$11 bilhões. Na mesma base de comparação, as receitas com operações de seguros aumentaram 2%, para quase R$ 3,5 bilhões.
O balanço mostrou que o Itaú reduziu o número de agências e postos de atendimento, para 2.180 unidades no final de setembro, de 2.617 unidades um ano antes e 2.210 unidades no encerramento de junho.
O Itaú encerrou o terceiro trimestre do ano com índice de capital principal de 12,7%, ante 13,5% um ano antes. O índice de eficiência do banco estava em 37,5%, de 38,8% no mesmo período de 2025.
Continua depois da publicidade
No final de setembro, a instituição financeira tinha mais de R$3,3 trilhões em ativos, de quase R$3 trilhões um ano antes.
Expectativa de analistas
O Bradesco BBI projetava lucro líquido de R$ 12,5 bilhões no período, praticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas com crescimento de 12% na comparação anual.
A instituição considerava que o resultado seria sustentado por uma expansão moderada da carteira de crédito, melhora das receitas de tesouraria e manutenção de níveis controlados de inadimplência, embora as receitas com serviços possam apresentar alguma pressão.
Continua depois da publicidade
Na mesma linha, o Goldman Sachs segue vendo o Itaú como o banco mais bem posicionado do setor. A casa estimava lucro praticamente estável na comparação trimestral e retorno sobre patrimônio (ROE) de 23,3%, ligeiramente abaixo dos 24,3% registrados no segundo trimestre.
(com Reuters)