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As ações da Wiz (WIZC3) desabavam mais de 20% após a companhia vender sua participação na Inter Seguros. Às 11h20 (horário de Brasília) desta terça-feira (20), os papéis da companhia recuavam 25,96%, cotados a R$ 6,73.
O JPMorgan avalia a operação negativamente para Wiz. Segundo os analistas Yuri Fernandes e Guilherme Grespan, a Inter Seguros era um negócio com potencial de crescimento de longo prazo e vem expandindo a uma taxa composta de crescimento anual (CAGR) de aproximadamente 30% desde 2020.

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A Wiz poderá utilizar os recursos recebidos para financiar novas aquisições, mantendo sua trajetória de expansão, ou eventualmente devolver parte do dinheiro aos acionistas. Ainda assim, o JPMorgan considera baixo o valor da transação diante da qualidade do negócio, caracterizado pelo forte crescimento e pelo elevado retorno sobre patrimônio líquido (ROE).
O JPMorgan ressalta que a operação original foi desfavorável ao Inter. Em 2019, o banco vendeu a mesma participação de 40% por R$ 114 milhões, com parte do pagamento à vista e o restante parcelado ao longo dos anos. Agora, paga R$ 410 milhões para recomprar o ativo. Apesar do custo mais elevado, o JPMorgan considera positiva a decisão de corrigir o que avalia como um erro estratégico do passado.
Segundo o banco, a operação envolve um negócio estratégico e foi fechada a um preço equivalente a 7,5 vezes o lucro anualizado mais recente ou a 5,8 vezes o lucro projetado. Ambos os múltiplos estão abaixo daqueles pelos quais o próprio Inter é negociado atualmente, o que sustenta a avaliação positiva da transação.
Embora a Inter Seguros represente apenas cerca de 8% da rentabilidade do Inter, considerando que passe a ser integralmente controlada pelo banco, o negócio gera um lucro líquido anualizado de aproximadamente R$ 140 milhões no primeiro semestre de 2026, com base na expectativa de lucro de R$ 1,7 bilhão para este ano. O JPMorgan ressalta que se trata de uma operação com retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 75% a 90%.
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O banco vê a aquisição como mais um pequeno passo do Inter para melhorar sua rentabilidade. Além do elevado ROE dessa participação de 40% na corretora de seguros, o avanço do crédito consignado privado e dos empréstimos com garantia imobiliária, combinado à redução da relação entre despesas e receitas, deve impulsionar o ROE em direção a 20% nos próximos anos.