Publicidade
O bitcoin operou em alta nesta segunda-feira, 19, rondando o nível dos US$ 82 mil, que vem sendo apontado nas última semanas como suporte para os preços. O ativo enfrenta um ambiente cauteloso, que envolve as perspectivas inflacionárias, reforçadas por novos avanços nos preços do petróleo, e os temores no setor de tecnologia em razão das dúvidas sobre os impactos da inteligência artificial (IA). Ainda assim, as perspectivas de nova elevação de juros pelo Federal Reserve (Fed) na reunião da próxima semana se abrandaram, oferecendo algum apetite por risco.
Por volta das 16h04 (em Brasília), o bitcoin operava em alta de 0,97%, a US$ 81.946,00, enquanto o ethereum subia 1,2%, a US$ 2.390,52, de acordo com a plataforma Binance.
A recuperação é relevante porque o bitcoin vinha pressionado por uma semana marcada por inflação americana acima do esperado, tensões geopolíticas e saídas nos ETFs, chegando inclusive a perder temporariamente os US$ 80 mil, afirma Pedro Fontes, analista do Mercado Bitcoin.
“Voltar aos US$ 82 mil reforça a resiliência do ativo. Se essa região for consolidada novamente, o primeiro alvo passa a ser os US$ 85 mil. Já em uma nova correção, os US$ 80 mil continuam sendo o principal suporte de curto prazo”, avalia. Por sua vez, ele aponta que o cenário ainda exige atenção porque os ETFs continuam no negativo e o ambiente macro e geopolítico segue instável.
A volatilidade no mercado de bitcoin deve permanecer elevada ao longo de novembro, devido a uma combinação das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos e da proximidade da temporada de divulgação de resultados corporativos, afirma CK Zheng, da ZX Squared Capital.
Segundo ele, essa turbulência pode criar uma última oportunidade atraente de entrada para investidores de bitcoin de longo prazo, antes que o próximo ciclo de alta se consolide.
Continua depois da publicidade
*Com informações Dow Jones Newswires.
