Volkswagen planeja congelar salários até 2030, afirma conselho de trabalhadores

O Conselho Global de Trabalhadores afirmou ter recebido informações internas sobre os planos da diretoria executiva

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19 Out (Reuters) – A Volkswagen planeja ⁠congelar os salários de ⁠seus 660 mil funcionários em todo o ‌mundo até 2030, informou nesta segunda-feira o conselho de trabalhadores do grupo, confirmando ‌uma reportagem anterior do Sueddeutsche Zeitung.

O Conselho Global de Trabalhadores afirmou ter recebido informações internas sobre os planos da diretoria executiva.

A Volkswagen se recusou a comentar sobre “especulações”. Um porta-voz ⁠acrescentou ‌que uma nova rodada de negociações, ⁠ainda nesta semana, seria o fórum para quaisquer propostas sobre custos trabalhistas.

O conselho de trabalhadores classificou a abordagem da administração como “absurda” e afirmou que espera forte ​resistência ao que é descrito como a implementação “bastante irrealista” do plano.

“Na Volkswagen, a ​evolução salarial é decidida na mesa de negociações, não por decreto da diretoria executiva”, afirmou um porta-voz do sindicato alemão IG Metall.

As relações entre a ‌Volkswagen e os sindicatos que ​representam seus trabalhadores se deterioraram nos últimos meses, à medida que o presidente-executivo da montadora, Oliver Blume, ⁠leva adiante ​a reestruturação ​mais radical da história do grupo automotivo alemão.

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O jornal Sueddeutsche ⁠Zeitung divulgou a notícia ​na manhã desta segunda-feira, citando documentos internos.

A ausência de aumentos salariais poderia significar uma ​perda de renda de cerca de 10% para os afetados, devido à ​inflação, informou o ⁠jornal.

A reportagem do jornal informou que as novas diretrizes ⁠globais de gestão, em vigor a partir do quarto trimestre, também incluem cortes na remuneração variável, pagamentos especiais, benefícios e postos de trabalho.

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