Como chegam Lula e Flávio à última semana? O que mostram Datafolha, Quaest e CNT/MDA

Três levantamentos recentes colocam Flávio numericamente à frente, mas todos apontam empate técnico

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A pouco mais de uma semana do segundo turno, Datafolha, Quaest e CNT/MDA apresentam praticamente o mesmo retrato da disputa presidencial. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), mas a diferença entre os dois está dentro da margem de erro em todos os levantamentos.

Entre os votos válidos, o Datafolha divulgado nesta quinta-feira (15) mostra Flávio com 51% e Lula com 49%. A Quaest, publicada um dia antes, registra os mesmos 51% a 49%. Nesta sexta-feira (16), a CNT/MDA apontou diferença ainda menor: 50,5% para o senador e 49,5% para o presidente.

Nenhuma das três pesquisas, portanto, identifica vantagem estatisticamente segura para um dos candidatos. O que muda é o movimento captado em relação ao começo do segundo turno.

Datafolha mostra distância menor

É no Datafolha que esse movimento fica mais claro. Há uma semana, Flávio aparecia com 52% dos votos válidos e Lula, com 48%. Agora, a diferença caiu de quatro para dois pontos, com 51% a 49%. Nos votos totais, o senador passou de 49% para 47%, enquanto Lula permaneceu com 45%.

Os 47% de Flávio e os 45% de Lula são acompanhados por 6% de brancos e nulos e 2% de indecisos. O levantamento ouviu 2.520 pessoas entre os dias 13 e 14 de outubro, tem margem de erro de dois pontos e está registrado no TSE sob o número BR-00466/2026.

O dado sugere uma disputa mais comprimida do que na abertura do segundo turno, mas sem uma migração clara para Lula. No Datafolha, o presidente permanece nos mesmos 45% dos votos totais da rodada anterior. A aproximação ocorre principalmente pela oscilação negativa de Flávio.

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Quaest também encontra 51% a 49%

A Quaest chegou a uma fotografia muito semelhante. Nos votos totais, Flávio tem 46% e Lula, 44%. Brancos e nulos somam 9%, enquanto 1% permanece indeciso. Convertidos em votos válidos, os números ficam em 51% para Flávio e 49% para Lula.

Como esta foi a primeira Quaest divulgada depois do primeiro turno, não há uma rodada anterior da mesma etapa para medir tendência diretamente. O instituto ouviu 2.154 pessoas entre os dias 10 e 13 de outubro, com margem de erro de dois pontos.

Um dado ajuda a dimensionar o grau de cristalização da disputa: 91% dos entrevistados disseram que sua escolha já é definitiva, enquanto 9% admitem a possibilidade de mudar de candidato.

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A Quaest também mostra movimentos diferentes entre os eleitores que não votaram em Lula nem em Flávio no primeiro turno. Entre quem apoiou Ronaldo Caiado, 42% migram para Flávio e 23% para Lula; entre os eleitores de Renan Santos, são 40% para Flávio e 14% para Lula. Já entre os que votaram em Augusto Cury, Lula aparece com 34% e Flávio, com 30%.

CNT/MDA encontra diferença de apenas um ponto

A pesquisa CNT/MDA divulgada nesta sexta reforça o cenário de equilíbrio. Nos votos válidos, Flávio aparece com 50,5%, contra 49,5% de Lula.

Nos votos totais, são 46,8% para o candidato do PL e 45,9% para o petista. Outros 4,9% dizem que votarão em branco ou nulo, e 2,4% permanecem indecisos.

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A CNT/MDA ouviu presencialmente 2.014 eleitores entre terça-feira (13) e quinta-feira (15). A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, e o levantamento está registrado no TSE sob o número BR-00652/2026.

O que as três pesquisas mostram

Tomadas em conjunto, as pesquisas indicam uma corrida bastante mais estreita do que a fotografia registrada logo após o primeiro turno. Flávio continua numericamente à frente nos três levantamentos, mas sua vantagem varia de apenas um a dois pontos percentuais entre os votos válidos — sempre dentro das respectivas margens de erro.

O Datafolha é, até aqui, o levantamento que permite observar melhor a evolução. Os números mostram que a diferença caiu pela metade em uma semana, de quatro para dois pontos. Quaest e CNT/MDA estreiam seus levantamentos do segundo turno já mostrando distâncias pequenas.

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Há ainda um contingente de eleitores fora das duas candidaturas. Aqueles que declaram votos brancos, nulos e indecisos somam 8% no Datafolha, 10% na Quaest e 7,3% na CNT/MDA. São percentuais diferentes porque os institutos usam metodologias próprias, mas suficientes para manter aberta a disputa na entrada dos últimos dias da campanha.

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Marina Verenicz
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