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Ibovespa sobe puxado por Petrobras e com atenção a pesquisas, mas cai 1,74% na semana

Mercado segue atento à disputa acirrada para a Presidência da República

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O Ibovespa encerrou a sexta-feira em alta moderada puxada por Petrobras (PETR3;PETR4) com a alta do petróleo, em um dia também marcado por novas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno da disputa presidencial mostrarem uma diminuição da distância entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,54%, a 205.430,33 pontos, após marcar 204.164,17 na mínima e 206.305,26 na máxima do dia. Na semana, o Ibovespa acumulou 1,74% de baixa.

O volume financeiro no pregão desta sexta-feira somou R$ 43,39 bilhões antes dos ajustes finais.

Uma pesquisa do instituto MDA contratada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) divulgada nesta manhã mostrou Flávio com 46,8% das intenções de voto enquanto Lula soma 45,9%. A margem de erro de 2,2 pontos percentuais coloca os dois candidatos em empate técnico.

Os números confirmaram a tendência observada na pesquisa Datafolha publicada na noite de quinta-feira, que mostrou Flávio com 47% das intenções de voto e Lula com 45%, também indicando um empate técnico.

A possibilidade de vitória de Flávio é bem vista por parte do mercado já que, na leitura dos agentes, poderia elevar as chances de um maior controle das contas públicas, apesar de o candidato e seus porta-vozes econômicos ainda não terem apresentado propostas concretas de ajuste.

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Nesse contexto, pesquisas eleitorais mostrando uma menor vantagem de Flávio Bolsonaro em relação ao presidente Lula levaram a ganhos menores ou até perdas ao longo da semana no Ibovespa.

“A nove dias da votação, a volatilidade deve continuar elevada, e o fluxo deve seguir condicionado a novas pesquisas”, disse Maria Carolina Luchesi, especialista de investimentos do Grupo Hike Capital.

Além das pesquisas, os agentes também irão monitorar a entrevista de Flávio Bolsonaro para o Jornal Nacional da TV Globo na noite desta sexta-feira, além do debate entre o senador e Lula na Band, no domingo.

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Apesar das incertezas, hoje o BTG Pactual elevou sua recomendação para Brasil em estratégia de ações da América Latina de neutra para overweight (desempenho acima da média do mercado) e aumentou a exposição e o “beta” (sensibilidade às oscilações do mercado) do portfólio, citando a expectativa de redução do custo de capital no País após o resultado eleitoral.

Já o Inter elevou a sua projeção do Ibovespa para 2027, de 204 mil para 240 mil pontos. Segundo Rafael Winalda, analista do banco, apesar da volatilidade observada após o primeiro turno das eleições, a bolsa brasileira continua descontada e oferece potencial de valorização.

“Para a Bolsa sustentar uma recuperação e os juros recuarem de forma consistente, será importante combinar um exterior favorável com propostas fiscais viáveis. Até o 2º turno, pesquisas podem provocar movimentos rápidos, enquanto os dados de inflação americanos continuarão limitando o espaço para otimismo”, aponta Fábio Murad, Consultor da Wiser Asset.

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Ainda no cenário doméstico, pela manhã, o Banco Central informou que o Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) subiu 0,30% em agosto ante julho, na série com ajustes sazonais, em linha com o projetado por economistas em pesquisa da Reuters. Na comparação com agosto de 2025, houve alta de 1,2% na série sem ajustes.

No mercado internacional, as bolsas de Wall Street encerraram a sessão com forte queda, com a CoreWeave (CRWV), a Broadcom (AVGO) e outras ações do setor de tecnologia relacionadas à IA sob pressão renovada, enquanto um salto nos preços do petróleo assustou os operadores a caminho do fim de semana. O S&P 500 (.SPX) caiu 1,10%.

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(com Reuters e Estadão Conteúdo)