Deputado eleito Márcio Canella e ex-chefe da Polícia Civil do RJ são presos pela PF

Operação autorizada por Moraes investiga esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado R$ 7,6 bilhões por meio de postos de combustíveis

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O deputado estadual eleito Márcio Canella (União Brasil), ex-prefeito de Belford Roxo, e o delegado Marcus Amim, ex-secretário de Polícia Civil do Rio de Janeiro, foram presos nesta quinta-feira (15) durante uma operação da Polícia Federal (PF) contra um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo postos de combustíveis.

As prisões foram determinadas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na oitava fase da Operação Unha e Carne. Segundo a PF, o grupo investigado teria movimentado R$ 7,6 bilhões em seis anos, utilizando uma rede de postos de combustíveis na Região Metropolitana do Rio para ocultar recursos ilícitos.

A investigação apura crimes como lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva e formação de cartel, além da suspeita de participação de agentes públicos no esquema.

Ao todo, a operação prevê seis mandados de prisão e 16 de busca e apreensão em sete municípios fluminenses. Moraes também determinou o bloqueio de bens e valores e a suspensão das atividades de 112 empresas investigadas, a maioria postos de combustíveis.

Canella foi preso em sua residência, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, no Rio.

Quem são os investigados?

Márcio Canella foi o segundo deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro nas eleições de 4 de outubro. Ex-vereador e ex-deputado estadual, foi eleito prefeito de Belford Roxo em 2024 e deixou o cargo neste ano para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa.

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Aliado do grupo político do ex-governador Cláudio Castro (PL), Canella já havia sido alvo da sexta fase da operação, em julho, quando policiais encontraram um fuzil em seu carro e o prenderam em flagrante.

Já Marcus Amim comandou a Polícia Civil do Rio entre outubro de 2023 e 2024, durante o governo Castro. Posteriormente, passou a atuar na estrutura de segurança da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Investigação envolve 96 postos de combustíveis

As apurações começaram após o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificar movimentações suspeitas que somaram R$ 7,6 bilhões em seis anos.

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Na sexta fase da operação, realizada em julho, a PF identificou uma rede de 96 postos de combustíveis supostamente utilizada para lavagem de dinheiro, com suspeita de participação e proteção de agentes políticos.

A investigação faz parte das medidas determinadas pelo STF no âmbito da ADPF das Favelas, que prevê a apuração de possíveis vínculos entre agentes públicos e organizações criminosas no Rio de Janeiro.

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Marina Verenicz
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