Publicidade
VARSÓVIA, Polônia, 12 Out (Reuters) – O comandante-chefe da Otan advertiu sem rodeios a Rússia nesta segunda-feira que suas forças destruirão “tudo e qualquer coisa” envolvido em um eventual ataque, caso o governo de Moscou seja “tão tolo a ponto de” lançar uma ofensiva ao território da aliança.
Ao apresentar sua “teoria da vitória” em uma conferência de segurança em Varsóvia, o general da Força Aérea dos Estados Unidos Alexus Grynkewich afirmou que a Otan é uma aliança defensiva, mas que bloqueará, neutralizará e repelirá qualquer ataque contra qualquer um de seus membros para garantir que a ofensiva seja “totalmente fútil”.
Grynkewich, Comandante Supremo Aliado da Otan na Europa, fez essas declarações em um momento de crescente tensão entre as nações europeias e a Rússia.
Continua depois da publicidade
Os governos europeus acusam Moscou de intensificar uma campanha de sabotagem, incursões de drones e ataques digitais contra eles, e a Rússia alertou no mês passado que usará armas nucleares caso a Otan tente isolar Kaliningrado.

Kiev: Rússia atinge alvo de setor de energia apesar de cessar-fogo proposto por Trump
“Houve violações russas do cessar-fogo energético anunciado pelo presidente Trump”, disse Zelenskiy em uma conferência em Varsóvia por videoconferência

Premiê do Reino Unido diz que Rússia interferiu em votação do Brexit em 2016
Andy Burnham fez o comentário ao alertar os eleitores da França e da Alemanha sobre as tentativas apoiadas por Moscou de influenciar a política desses países
Em discurso no Fórum de Segurança de Varsóvia, Grynkewich não mencionou a Rússia pelo nome, mas sua mensagem foi claramente dirigida a Moscou. O Conceito Estratégico da Otan para 2022 descreve a Rússia como a ameaça mais significativa à segurança da aliança.
“Se alguém for tolo o suficiente para nos atacar, vamos lutar”, disse ele. “Vamos deter o ataque e impedir que eles alcancem seus objetivos, sejam quais forem. Em resumo, vamos garantir que qualquer ataque contra qualquer aliado se revele totalmente fútil.”
Continua depois da publicidade
Grynkewich enviou uma mensagem clara a Moscou de que, se necessário, isso envolverá uma retaliação em grande escala, atingindo muito além das forças na área sob ataque.
“Caso o adversário opte por intensificar o ataque ou mobilizar suas reservas, destruiremos o sistema de combate empregado contra nós”, afirmou. “Isso inclui não apenas a própria força atacante, mas tudo e qualquer coisa que apoie, sustente e controle essa força.”