Aeroporto de Riad volta a ser atacado um dia após ofensiva que deixou 12 mortos

Um projétil não identificado atingiu um terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, e provocou um incêndio que mobilizou equipes de emergência, informou a coalizão

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A principal porta de entrada aérea da Arábia Saudita voltou a ser alvo de ataques neste domingo (11), um dia depois de uma ofensiva que matou 12 pessoas e aumentou a pressão sobre a maior economia do Oriente Médio em um momento em que o país se prepara para sediar eventos internacionais voltados à atração de investimentos estrangeiros.

Um projétil não identificado atingiu um terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Rei Khalid, em Riad, e provocou um incêndio que mobilizou equipes de emergência, informou a coalizão liderada pela Arábia Saudita que combate os rebeldes houthis no Iêmen.

As autoridades não divulgaram detalhes sobre a extensão dos danos nem sobre a origem do ataque. A coalizão afirmou ainda que sistemas de defesa aérea interceptaram um míssil nas proximidades do mesmo local, na capital saudita.

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O episódio ocorre um dia após um ataque ao aeroporto que deixou mais de 300 feridos e resultou no maior número de vítimas em um único incidente na Arábia Saudita desde o início da guerra envolvendo o Irã, no fim de fevereiro.

Segundo a coalizão, a ofensiva de sábado (10) foi realizada pelos houthis, grupo apoiado pelo Irã no Iêmen. O ataque provocou quase uma paralisação das operações do aeroporto e levou o distrito financeiro de Riad a adotar trabalho remoto por tempo indeterminado. Executivos de empresas como BP e Shell também cancelaram participação em um grande evento do setor de energia programado para esta semana na cidade.

Apesar disso, as autoridades sauditas indicaram que o 25º Congresso Mundial do Petróleo e eventos paralelos, programados entre domingo e 15 de outubro, serão mantidos. Ainda neste mês, Riad também sediará a Future Investment Initiative, principal conferência de investimentos do reino.

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Os dois encontros devem reunir líderes da indústria e de Wall Street, entre eles David Solomon, presidente do Goldman Sachs, e Larry Fink, CEO da BlackRock.

Os houthis tomaram a capital do Iêmen, Sanaa, em 2014 e desde então travam uma guerra contra a coalizão liderada pela Arábia Saudita.

O ataque de sábado aconteceu menos de uma semana após forças apoiadas por Riad iniciarem uma ofensiva para retomar áreas controladas pelos houthis e “eliminar” o grupo. Nos últimos meses, os rebeldes ampliaram seu controle territorial no Iêmen, incluindo regiões próximas ao estreito de Bab el-Mandeb, uma das rotas marítimas mais estratégicas do comércio global.

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A coalizão saudita classificou o ataque ao aeroporto como um “crime de guerra em larga escala” e um “ato terrorista covarde”.

Entre os mortos estavam quatro sauditas, um palestino, dois cidadãos de Bangladesh e uma pessoa de cada um dos seguintes países: Estados Unidos, Egito, Jordânia, Síria e Sudão, segundo as autoridades.

Os houthis não reivindicaram explicitamente a autoria do ataque de sábado, mas posteriormente divulgaram um comunicado alertando que aeroportos sauditas são alvos militares e aconselhando funcionários e passageiros a evitarem o espaço aéreo do país.

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