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O Grupo Casas Bahia (BHIA3) informou ao mercado que respondeu a um ofício da CVM relacionado a uma reportagem do Valor Econômico que mencionava conclusões de uma perícia realizada no âmbito do processo de recuperação judicial da companhia.
A empresa confirmou que o laudo de constatação prévia foi protocolado nos autos em 2 de outubro e que as informações citadas na reportagem refletem, de forma geral, o conteúdo do documento elaborado pela perita nomeada pelo juízo.
Segundo a companhia, a perícia foi determinada pela Justiça como etapa preliminar da recuperação judicial e teve como objetivo verificar aspectos como o funcionamento de lojas, centros de distribuição e da plataforma digital, além da regularidade da documentação exigida pela legislação, contratos relevantes, fluxo de caixa e situação dos serviços considerados essenciais para a operação.
Laudo preliminar
A Casas Bahia ressaltou, porém, que o laudo possui natureza exclusivamente preliminar e informativa. De acordo com a empresa, as conclusões apresentadas representam apenas a análise e a metodologia adotadas pela perita, com base em diligências próprias e em informações fornecidas pela companhia ou disponíveis publicamente, não refletindo necessariamente a visão da administração sobre os mesmos temas.
A varejista também destacou que o documento ainda não foi submetido ao contraditório da companhia nem apreciado pelo juízo responsável pela recuperação judicial. Dessa forma, argumenta que as observações contidas no laudo não vinculam a Justiça, tampouco produzem efeitos sobre a companhia, seus credores ou os valores mobiliários emitidos pela empresa.
