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A Justiça de Goiás condenou João Teixeira de Faria, o João de Deus, e o Centro Espírita Dom Inácio de Loyola em R$ 20 milhões por danos morais coletivos pelos casos de abusos sexuais cometidos pelo médium em ações relacionadas ao centro.
Na sentença, assinada pelo juiz André Luiz Ligório, também há o reconhecimento de danos pessoais às vítimas de João de Deus por pessoas que comprovarem terem sido alvo de algum dos fatos analisados pelo tribunal.

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As vítimas poderão buscar reparação de danos materiais e morais individualmente. Todos os processos deverão ser apresentados no prazo de cinco anos.
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Na decisão, Ligório também confirma a tutela cautelar requerida pelo Ministério Público de Goiás, mantendo a indisponibilidade da Fazenda Agropastoril Dom Inácio. O destino dos R$ 20 milhões destinados na condenação ainda será definido.
João de Deus responde pelos crimes de estupro de vulnerável, estupro e violação sexual mediante fraude. As acusações envolvem ao menos 67 vítimas identificadas nas denúncias analisadas pelo tribunal, fora casos que já prescreveram.
O médium foi preso em agosto de 2021, aos 79 anos. Desde 2020, a Justiçam de Goiás concedeu prisão domiciliar a João de Deus pelo avanço da covid-19 e o risco diante a idade.
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