Ciro diz ter sido ‘roubado’ no Ceará e anuncia contestação judicial

Tucano questiona decisão de Toffoli sobre propaganda de Elmano, reeleito no 1º turno com 53,19% dos votos

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O ex-ministro Ciro Gomes (PSDB) anunciou que vai contestar na Justiça o resultado da eleição para o governo do Ceará, vencida por Elmano de Freitas (PT) no primeiro turno.

Em manifesto divulgado nesta terça-feira (6), o tucano afirmou ter sido “roubado” e acusou o grupo do governador de usar uma “máquina de corrupção, fraude e manipulação judicial” para influenciar a disputa.

Elmano foi reeleito com 53% dos válidos. Ciro recebeu o equivalentes a 46%. A diferença foi de 376.682 votos.

Ciro questiona propaganda

O principal argumento apresentado por Ciro envolve uma decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal.

A campanha de Elmano havia obtido direito a 30 segundos adicionais em cada inserção de rádio e televisão, mas parte desse tempo não foi exibida pelas emissoras. Toffoli determinou então a compensação na sexta-feira (2) e no sábado (3), depois do encerramento regular do horário eleitoral gratuito.

Ciro afirma que a decisão permitiu a veiculação de mais de 900 comerciais de Elmano ao lado do presidente Lula e de candidatos ao Senado. No manifesto, classificou o episódio como a “fraude final” contra sua candidatura e questionou quantos eleitores teriam sido influenciados.

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A acusação representa a posição do candidato derrotado. Não há decisão judicial, ou ao menos indícios que reconheçam fraude no resultado da eleição cearense.

“Nunca repudiei o resultado das urnas”

Ciro afirmou que não cumprimentou Elmano pela vitória e disse que essa é a primeira vez que contesta dessa forma o desfecho de uma eleição.

“Já ganhei e perdi eleições, nunca repudiei o resultado das urnas, mas meu sentimento, pela primeira vez na vida, é de que fomos roubados”, escreveu.

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Segundo o ex-governador, a equipe jurídica recomendou a apresentação de uma reclamação, medida com a qual ele concordou.

O coordenador da campanha de Elmano, Chagas Vieira, rebateu as acusações e afirmou à Folha que Ciro desrespeita a vontade manifestada pelos eleitores.

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Marina Verenicz
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