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O Ibovespa encerrou a última sessão em queda e interrompeu uma sequência de cinco altas consecutivas. O índice recuou 0,52%, oscilando entre a mínima de 204.725 pontos e a máxima de 209.522 pontos. Na minha leitura, o movimento representa, por enquanto, uma realização de lucros após a forte valorização que levou o mercado à máxima histórica de 209.605 pontos.
No gráfico diário, observo que o Ibovespa permanece acima das médias móveis de 9 e 21 períodos, preservando a tendência de alta. O distanciamento em relação a essas referências, no entanto, revela um movimento esticado. Essa condição também aparece no IFR (14), situado em 80,87 pontos, dentro da região de sobrecompra. O cenário abre espaço para novas realizações no curto prazo, mas ainda não configura uma reversão da tendência principal.
Para retomar a alta, o índice precisará superar a máxima histórica de 209.605 pontos. O rompimento dessa resistência poderá projetar o Ibovespa para 215.630 pontos, 221.450 pontos e, em um movimento mais prolongado, 230.000 pontos.
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No sentido contrário, considero a perda de 204.725 pontos como o primeiro sinal de continuidade da correção. Abaixo desse nível, os suportes mais relevantes aparecem em 199.354 pontos, antiga máxima histórica, e em 189.487 pontos, região próxima das médias móveis. Se a pressão vendedora aumentar, acompanho ainda as faixas de 182.991 pontos, 178.000 pontos e 171.000 pontos.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, identifico uma correção após a aproximação da máxima histórica. Apesar da realização, o Ibovespa continua acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, que permanecem inclinadas para cima. Dessa forma, a estrutura de curto prazo ainda é positiva, embora o afastamento das médias recomende cautela.
Para recuperar o impulso comprador, o índice deverá romper os 209.605 pontos. Acima dessa faixa, projeto alvos em 212.535 pontos, 215.470 pontos, 219.890 pontos e 222.025 pontos.
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Pelo lado vendedor, a perda das médias e do suporte de 204.725 pontos poderá intensificar a correção, abrindo espaço para testes em 199.354 pontos e 189.487 pontos. Em um movimento mais amplo, a próxima referência técnica será a média móvel de 200 períodos, atualmente na região dos 185.828 pontos.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (06/10) em queda de 0,61%, aos 206.360 pontos, em um movimento de correção após as fortes altas recentes.
Na minha leitura, o mini-índice iniciou uma correção depois da expressiva valorização acumulada nas sessões anteriores. No gráfico de 15 minutos, o contrato terminou abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, mantendo aberta a possibilidade de continuidade do ajuste. Para hoje, acompanho 206.100/205.095 pontos como primeiro suporte, enquanto 206.600/207.645 pontos representa a resistência imediata. O comportamento do ativo entre essas duas regiões deverá ajudar a definir a direção do pregão.
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No gráfico de 60 minutos, também observo um movimento corretivo, com o contrato abaixo das médias de 9 e 21 períodos, mas ainda próximo dessas referências. A reação nessa região será importante para indicar se o mercado retomará o fluxo comprador ou ampliará a realização recente.

Os contratos de minidólar (WDOX26), com vencimento em novembro, encerraram a última sessão (06/10) em queda de 0,42%, aos 5.005 pontos.
Na minha leitura, apesar do fechamento negativo, a recuperação observada no fim da sessão levou o minidólar a encerrar acima das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Para esta quarta-feira, considero o suporte em 4.995,5/4.968,5 pontos e a resistência em 5.010/5.034 pontos como as principais referências para a definição do movimento de curto prazo.
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No gráfico diário, a formação de um martelo após as quedas recentes sinaliza uma possível tentativa de repique, que ainda precisa de confirmação. Já no gráfico de 60 minutos, o contrato permanece abaixo das médias de 9 e 21 períodos, mantendo a pressão vendedora como cenário predominante.

O contrato futuro de Bitcoin (BITV26), com vencimento em outubro, encerrou a última sessão em baixa de 0,71%, aos 428.380 pontos.
Na minha leitura do gráfico diário, a terceira queda consecutiva mantém o contrato sob pressão e coloca o ativo em uma região técnica decisiva. O preço negocia entre as médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, e a perda dessas referências poderá intensificar o fluxo vendedor.
O IFR (14), em 54,11 pontos, permanece em terreno neutro, sem indicar sobrecompra ou sobrevenda. Esse cenário deixa espaço para movimentos nas duas direções e reforça a importância dos próximos rompimentos para a definição da tendência de curto prazo.
Na ponta vendedora, acompanho a perda de 427.500/408.945 pontos. Abaixo dessa faixa, a correção poderá avançar para 388.590/373.975 pontos e, em um movimento mais amplo, alcançar 356.030/329.600 pontos.
Para retomar a alta, será necessário superar 435.740/462.845 pontos. Caso essa região seja rompida com força compradora, projeto como próximos alvos 478.370/520.515 pontos e, posteriormente, 590.020/646.940 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta quarta-feira (07).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.