Paes acusa Garotinho e Douglas Ruas de ‘armação’ para encerrar eleição no 1º turno

Desistência de recurso de Garotinho pode retirar seus votos do cálculo e elevar Ruas a 50,89%; decisão ainda depende do TSE

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Eduardo Paes (PSD) acusou Anthony Garotinho (Republicanos) e Douglas Ruas (PL) de terem articulado uma manobra para impedir a realização do segundo turno da eleição para o governo do Rio de Janeiro.

A declaração foi feita nesta segunda-feira (5), depois de Garotinho desistir do recurso apresentado ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra o indeferimento de sua candidatura. A retirada pode alterar a conta dos votos válidos e permitir que Ruas seja declarado eleito ainda no primeiro turno.

Ruas recebeu 49,27% dos votos, enquanto Paes teve 42,76%. Garotinho, terceiro colocado, obteve 274.411 votos, equivalentes a 3,17%. Caso os votos do ex-governador sejam definitivamente excluídos do cálculo, o candidato do PL passaria a 50,89%.

A mudança ainda não está confirmada. O ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, determinou que a Procuradoria-Geral Eleitoral se manifeste em até dois dias sobre o pedido de desistência. Até uma decisão da Justiça Eleitoral, Ruas e Paes continuam formalmente classificados para o segundo turno.

Paes fala em candidatura “laranja”

Em vídeo publicado nas redes sociais, Paes afirmou que vinha questionando a candidatura de Garotinho desde o início da campanha e classificou o ex-governador como “candidato laranja”.

Segundo o candidato do PSD, a desistência do recurso serviria para beneficiar Ruas e encerrar a disputa antes do segundo turno.

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“Demorou, mas hoje finalmente tá todo mundo sabendo do escândalo que eu tô alertando desde o início da campanha”, disse Paes. Ele afirmou ainda que sua campanha havia recorrido à Justiça contra o registro de Garotinho por causa de condenações e da suspensão de seus direitos políticos.

Paes também desafiou Ruas a participar de um debate sobre os problemas do estado, sem concentrar a campanha na disputa presidencial.

Registro de Garotinho foi indeferido

O Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro havia indeferido a candidatura de Garotinho devido à suspensão de seus direitos políticos. A defesa recorreu ao TSE, e os votos recebidos no domingo ficaram registrados como anulados sub judice.

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Ao desistir do recurso, Garotinho afirmou que não pretende continuar questionando a atuação da Justiça Eleitoral e voltou a dizer que foi alvo de perseguição. Também declarou que não apoiará nem Paes nem Ruas na disputa estadual.

A eventual anulação definitiva de seus votos é justamente o ponto que pode alterar o resultado.

A definição agora está nas mãos do TSE. Caso a desistência seja homologada e os votos de Garotinho deixem de integrar a base de cálculo, Ruas poderá superar a maioria absoluta dos votos válidos e encerrar a eleição fluminense no primeiro turno.

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Marina Verenicz
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