Nunes Marques diz esperar judicialização, mas afirma que pleito ocorre normalmente

Segundo presidente do TSE, urnas funcionam sem problemas relevantes, não há indícios de interferência estrangeira e é esperado que candidatos recorram à Justiça para contestar resultados e condutas eleitorais

•

Publicidade

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo ser esperado que candidatos acionem a Justiça com questionamentos relacionados às eleições, mas ponderou que a votação está transcorrendo com normalidade e transparência, também sem indícios de interferência internacional.

Em entrevista coletiva por volta das 14h com dados preliminares sobre a eleição, Nunes Marques afirmou que as urnas estão funcionando normalmente e não houve necessidade de uso de votação manual em nenhum ponto do país.

“Há uma tradição na justiça brasileira de judicialização, então seria de se esperar que os candidatos, não só à Presidência da República, mas deputados estaduais e federais e governadores batam às portas da Justiça com os seus questionamentos”, disse, citando como exemplos ações sobre abuso de poder político e econômico de candidatos.

“Estamos bastante confiantes de que até agora não temos ainda do que se queixar”, disse Nunes Marques. “Tudo tem funcionado na maior normalidade e com a maior transparência possível.”

De acordo com o presidente do TSE, 1.121 urnas com algum tipo de falha foram substituídas, 0,2% do total.

Veja também: Apuração começa às 17h, mas que horas sai o resultado da eleição?

Continua depois da publicidade

Em relação a irregularidades, Nunes Marques afirmou que 59 pessoas foram conduzidas pela polícia por suspeita de crime eleitoral e mais de R$380 mil em espécie foram apreendidos.

Ele enfatizou que o TSE não identificou nenhum indicativo de interferência estrangeira nas eleições.

“Equipes que monitoram riscos internacionais não apontam qualquer tipo de risco”, afirmou.

Continua depois da publicidade

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, afirmou mais cedo neste domingo que a corporação abriu investigação para apurar suposto esquema de financiamento de uma agenda de extrema-direita no Brasil pelo governo norte-americano de Donald Trump que teria entre os objetivos interferir nas eleições brasileiras. A investigação foi solicitada pela Advocacia-Geral da União (AGU).