Após votar, Cury defende fim da reeleição e critica bolsonarismo e lulismo

Candidato do Avante à Presidência votou na cidade onde nasceu, prometeu manter o auxílio até renda de R$ 4 mil a R$ 6 mil e disse nunca ter visto ambiente tão tóxico na política

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O candidato do Avante à Presidência da República, Augusto Cury, votou na manhã deste domingo (4) na escola municipal Coronel José Venâncio Dias, em Colina, no interior de São Paulo, e afirmou que, se eleito, beneficiários do Bolsa Família que conseguirem emprego com carteira assinada não perderão o benefício por pelo menos dois anos.

Segundo Cury, o auxílio só deixaria de ser pago quando a renda do trabalhador chegar a R$ 4 mil, R$ 5 mil ou R$ 6 mil por mês, e quem não conseguir emprego continuará no programa. O candidato classificou a proposta como o caminho para transformar o Brasil em uma sociedade de classe média. “Não adianta perpetuar os pobres na pobreza”, disse.

Cury também defendeu o fim da reeleição e criticou o personalismo na política latino-americana, citando o peronismo, o varguismo, o chavismo, o bolsonarismo e o lulismo. “É inacreditável quando as pessoas se reelegem uma, duas, três vezes, usam o dinheiro para fazer programas sociais e esquecem que você tem que libertar quem é beneficiado com os programas sociais”, afirmou.

O candidato disse ainda que recebeu pressões de todos os lados. “Eu nunca encontrei um ambiente tão tóxico à política. Nunca encontrei um ambiente tão doente. É uma guerra de egos”, declarou Cury, que afirmou querer mudar o modelo de liderança do país.

Escritor e psiquiatra, Cury disputa sua primeira eleição, com o número 70 e Júlio Delgado, também do Avante, como candidato a vice. Ele votou acompanhado da esposa, Suleima Cury, e do sobrinho Daniel Cury.

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