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30 Set (Reuters) – A australiana Lynas Rare Earths anunciou na quarta-feira a aquisição da Meteoric Resources, em um acordo de troca de ações que avalia a desenvolvedora de terras raras no Brasil em US$ 672,08 milhões, adicionando uma nova fonte desses minerais ao principal fornecedor para o Ocidente.
Nos termos do acordo, a Lynas adquirirá todas as ações da Meteoric por 0,0207 novas ações da Lynas para cada ação da Meteoric. A transação representa um prêmio de mais de 68% em relação ao último preço de fechamento da Meteoric.
O negócio dá ao maior produtor mundial de terras raras fora da China acesso ao projeto Caldeira Rare Earth, no Sul de Minas Gerais, ampliando potencialmente sua base de clientes em um momento em que os governos ocidentais estão promovendo o desenvolvimento de cadeias de abastecimento fora da China.
“Isso cria uma enorme flexibilidade e opções em relação a… como continuaremos a crescer e como transmitiremos confiança ao mercado de que dispomos da matéria-prima necessária para atender ao mercado fora da China”, afirmou o vice-presidente de estratégia da Lynas, Daniel Havas.
A Lynas considerou a construção da capacidade de processamento no Brasil e informará o mercado oportunamente, disseram os executivos.
As ações da Meteoric subiram até 56%, para A$ 0,26. As ações da Lynas, no entanto, caíram 6,4%, já que os investidores questionaram os benefícios do negócio e o risco técnico do processamento de uma nova matéria-prima.
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O analista Dylan Kelly, da Terra Capital, disse estar preocupado com o risco técnico da Lynas analisando um tipo diferente de material, a argila iônica, e que gostaria de ter visto mais detalhes sobre sinergias e benefícios de custo.
“A proposta de valor não está clara… pelo que os acionistas da Lynas estão pagando aqui?”, questionou ele.
A aquisição ocorre depois que a Lynas anunciou, no final de agosto, que planeja expandir sua cadeia de suprimentos global e garantir novos suprimentos de minerais para desenvolvedores de projetos em todo o mundo.
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Ela também ocorre durante um processo de sucessão. O presidente do conselho, John Humphrey, disse que espera anunciar o novo presidente-executivo da Lynas antes da assembleia geral anual da empresa, em 25 de novembro.
A ex-presidente-executiva Amanda Lacaze deixou a empresa em junho. Pol Le Roux está liderando a empresa internamente.
A Lynas afirmou que pretende trabalhar com a equipe atual da Meteoric para avançar no desenvolvimento do Caldeira e espera que os gastos de capital para o desenvolvimento do projeto ultrapassem US$ 500 milhões.
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A empresa também se comprometeu a fornecer à Meteoric uma linha de crédito provisória de até 110 milhões de dólares australianos para financiar o desenvolvimento contínuo do projeto Caldeira.
O conselho da Meteoric recomendou por unanimidade o esquema, na ausência de uma proposta superior e sujeito à avaliação de um especialista independente de que a transação seja do melhor interesse dos acionistas.