BC do Japão debateu aumentos mais rápidos dos juros em setembro, mas governo se opôs

Uma pesquisa trimestral divulgada nesta quinta-feira também mostrou poucos ⁠sinais ‌de que as expectativas de inflação estejam se intensificando de forma ⁠a justificar aumentos imediatos dos juros

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TÓQUIO, 1 Out (Reuters) – Algumas ⁠autoridades do Banco do Japão consideraram necessário acelerar ⁠o ritmo dos aumentos da taxa de juros ou aproximá-la ‌mais rapidamente da “meta” do banco central, mostrou um resumo das opiniões da reunião de setembro, aumentando a probabilidade de novas altas nos juros.

No ‌entanto, os investidores venderam o iene devido à diminuição das apostas em um aumento consecutivo dos juros neste mês, já que o resumo mostrou que um representante do governo pediu ao banco central que agisse com cautela em novas altas.

Uma pesquisa trimestral divulgada nesta quinta-feira também mostrou poucos ⁠sinais ‌de que as expectativas de inflação estejam se intensificando de forma ⁠a justificar aumentos imediatos dos juros, moderando ainda mais as expectativas de uma alta em outubro.

Em sua reunião de setembro, o Banco do Japão elevou a taxa de juros para 1,25%, o maior nível em 31 anos. Seu presidente sinalizou uma nova fase focada ​em evitar que a inflação ultrapasse sua meta, levando analistas a projetar outro aumento em outubro ou dezembro.

A maioria das opiniões no ​resumo divulgado nesta quinta-feira citou a necessidade de dar continuidade ao aumento de setembro com novo aperto monetário, à medida que a pressão inflacionária se intensifica.

“Se forem observados sinais de um desvio para cima nos preços, o Banco precisará acelerar o ritmo dos aumentos nos ‌juros”, disse um membro .

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“É desejável que o Banco ​aproxime a taxa de juros de referência da meta aproximada relativamente em breve”, para permitir que tenha margem de manobra para responder a desenvolvimentos inesperados na economia, disse outro ⁠membro.

Várias opiniões indicaram que ​a inflação subjacente ​havia atingido ou estava próxima de atingir a meta de 2% do Banco do Japão.

Um ⁠membro afirmou que, embora o banco central ​não precise tomar medidas precipitadas, deveria elevar os juros para evitar aumentos excessivos e persistentes nos preços, já que a inflação subjacente deve atingir 2% ​em breve.

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O Banco do Japão enfrenta maior pressão para aumentar a taxa do que outros bancos centrais, já que sua ​taxa permanece próxima do ⁠limite inferior da faixa estimada de 1,1% a 2,5% da taxa neutra nominal do Japão — o ⁠nível que nem desacelera nem superaquece o crescimento.

“O Banco deve continuar a agir de maneira oportuna, sem se tornar excessivamente cauteloso” ao elevar os juros, dados os significativos riscos de alta nos preços, afirmou um membro, acrescentando que o banco deve aprimorar a análise de sua estimativa da taxa ​neutra.