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O Ibovespa encerrou a última sessão em queda e completou o quarto recuo consecutivo. O índice caiu 0,26%, aos 182.991 pontos, depois de oscilar entre a mínima de 181.931 pontos e a máxima de 184.094 pontos.
Na minha leitura, a sequência de baixas mantém enfraquecida a configuração técnica de curto prazo. No gráfico diário, o Ibovespa permanece abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos e segue lateralizado, mas com maior risco de continuidade da pressão vendedora.
Para recuperar o fluxo de alta, considero necessária a entrada de volume comprador suficiente para levar o índice novamente acima das médias móveis. A principal barreira começa em 189.487 pontos, próxima da região psicológica dos 190.000 pontos, e se estende até 192.890 pontos. O rompimento desse intervalo pode abrir caminho para um teste da máxima histórica, em 199.354 pontos.
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Na ponta contrária, acompanho inicialmente o suporte em 181.931 pontos, mínima da última sessão. Uma perda confirmada desse nível pode ampliar o movimento corretivo em direção a 178.000/177.430 pontos. Abaixo dessa faixa, os próximos suportes aparecem em 164.835 pontos e, em um cenário mais prolongado, em 161.745 pontos.
O IFR de 14 períodos está em 52,30 pontos, dentro da zona de neutralidade e sem indicar condições de sobrecompra ou sobrevenda.
Gráfico de 60 minutos
No gráfico de 60 minutos, observo que o Ibovespa encerrou a sessão abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos, mantendo o viés negativo no curtíssimo prazo. A média móvel de 200 períodos, no entanto, atua como suporte e pode favorecer uma reação compradora.
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Para ensaiar uma recuperação, o índice precisa superar as resistências em 183.965/185.025 pontos. Acima dessa região, os próximos objetivos ficam em 187.980/189.030 pontos e, posteriormente, em 191.340/192.545 pontos.
No cenário de baixa, a faixa de 181.930/181.085 pontos concentra os suportes imediatos. O rompimento dessa região, acompanhado de maior volume vendedor, pode levar o Ibovespa a 179.730/177.155 pontos. Em uma correção mais intensa, os alvos seguintes aparecem em 173.660/171.420 pontos.

Minicontratos
Os contratos de mini-índice (WINV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (28/09) em baixa de 0,41%, aos 183.855 pontos.
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Na minha leitura, o mini-índice permanece pressionado após encerrar mais uma sessão em baixa e abaixo das médias móveis de 9 e 21 períodos no gráfico de 15 minutos. Para o próximo pregão, acompanho como referências imediatas o suporte em 183.855/183.515 pontos e a resistência em 184.270/184.915 pontos. A perda do suporte poderá ampliar o fluxo vendedor, enquanto o rompimento da resistência será necessário para iniciar uma recuperação.
No gráfico de 60 minutos, o contrato também permanece abaixo das médias de 9, 21 e 200 períodos, reforçando a predominância vendedora. A retomada da alta dependerá da entrada de volume comprador e da recuperação das médias, enquanto novos rompimentos de suporte poderão aprofundar a correção.

Os contratos de minidólar (WDOV26), com vencimento em outubro, encerraram a última sessão (28/09) em alta de 0,69%, aos 5.225,5 pontos.
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O minidólar chega ao pregão desta terça-feira após uma sessão de alta e com uma configuração mais favorável aos compradores no curto prazo. No gráfico de 15 minutos, o contrato terminou acima das médias móveis de 9 e 21 períodos. Considero a resistência de 5.235,5/5.257,5 pontos a primeira barreira para a continuidade dos ganhos, enquanto o suporte de 5.221/5.207 pontos será a referência imediata em caso de realização.
O cenário também permanece positivo nos períodos mais longos. No gráfico diário, o contrato está acima das médias móveis e confirmou uma formação de fundo duplo, mantendo espaço para novas altas. Já no gráfico de 60 minutos, o ativo também negocia acima das médias de 9 e 21 períodos, reforçando a predominância compradora.

O contrato futuro de Bitcoin (BITV26), com vencimento em outubro, encerrou a última sessão em leve alta de 0,25%, aos 441.480 pontos.
Na minha leitura do gráfico diário, a valorização representa uma reação, mas ainda está inserida no movimento de correção observado após as fortes altas recentes. O contrato permanece acima das médias móveis de 9, 21 e 200 períodos, preservando a estrutura positiva, embora precise romper as resistências mais próximas para confirmar a retomada do fluxo comprador.
O IFR (14), em 65,37 pontos, permanece em região neutra, mas próximo da sobrecompra. O indicador ainda permite continuidade da alta, porém recomenda cautela diante da possibilidade de novas realizações no curto prazo.
Na ponta vendedora, acompanho a perda dos suportes em 433.900/426.830 pontos. Abaixo dessa faixa, a correção poderá ganhar força e buscar 388.590/373.975 pontos e, em um movimento mais amplo, 356.030/329.600 pontos.
Para avançar, o contrato precisará superar 462.845/478.370 pontos. Caso essa faixa seja rompida com volume comprador, projeto como próximos objetivos 520.515/590.020 pontos e, posteriormente, 646.940/725.175 pontos.

Suporte e resistência
Confira, agora, os principais pontos de suporte e resistência para os minicontratos de dólar e de índice para esta terça-feira (29).

(Rodrigo Paz é analista técnico CNPI-T)
Confira mais conteúdos sobre análise técnica no IM Trader. Diariamente, o InfoMoney publica o que esperar dos minicontratos de dólar e índice.