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O candidato do PL à Presidência da República, senador Flávio Bolsonaro, voltou a negar nesta segunda-feira, 28, que pretenda retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil e acusou integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de terem contribuído para disseminar a informação. Em entrevista ao SantoFlow Podcast, Flávio afirmou ter ficado “muito indignado” com o episódio.
O candidato citou a primeira-dama Janja Lula da Silva e a ministra do Planejamento, Simone Tebet, entre aqueles que, segundo ele, fizeram parte de uma “rede de mentiras”.

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“Não existe projeto de lei sobre retirada do título de Nossa Senhora de Padroeira do Brasil”, afirmou. O candidato disse ainda não ter ficado surpreso com a exploração política do episódio pelo PT e mencionou o atentado a faca sofrido pelo pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), durante a campanha eleitoral de 2018.
Flávio afirmou que estava jogando futebol com o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) quando tomou conhecimento da repercussão do caso. “Fiquei muito indignado com a fake news sobre Nossa Senhora”, disse.
A informação falsa ganhou força nas redes sociais na semana passada e associava Flávio a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida a condição de Padroeira do Brasil. Em agosto, Flávio disse que, caso fosse eleito, um de seus primeiros atos seria “decretar que o Brasil é do Senhor Jesus Cristo”.
Evangélico, Flávio tem no segmento religioso uma parcela importante de sua base eleitoral e tem buscado aproximação com pastores e grandes denominações durante a campanha. Levantamento Datafolha realizado entre os dias 22 e 23 de setembro mostrou o candidato do PL com 47% das intenções de voto entre os evangélicos, ante 27% de Lula. No eleitorado católico, a relação se invertia: Lula tinha 45%, e Flávio, 33%.
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Nesta segunda, Flávio também relacionou a controvérsia ao debate sobre a laicidade do Estado. “O Brasil não é um Estado laico? A esquerda entende que o Estado laico é um Estado sem religião, e não é isso”, afirmou.
Na sexta-feira, 25, o ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada de publicações que apresentassem como verdadeira a informação de que Flávio pretendia retirar o título de Nossa Senhora Aparecida. Na decisão, Mendonça, que assim como Flávio, é evangélico, classificou o conteúdo como “notoriamente inverídico” e determinou que as plataformas atuassem contra sua disseminação.
A primeira-dama Janja publicou na sexta-feira uma fotografia de Lula segurando uma imagem de Nossa Senhora Aparecida e escreveu: “Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, olhai por nós!”. Nesta segunda, ela também apareceu em cerimônia no Palácio do Planalto usando uma medalha com a imagem da santa.
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