Moraes arquiva caso envolvendo ex-diretores da PRF por blitze nas eleições de 2022

Ministro acatou entendimento da PGR, que não apontou envolvimento dos investigados nas ações da PRF na data

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, determinou na terça-feira (22) o arquivamento da investigação contra três ex-diretores da Polícia Rodoviária Federal motivada pelas blitzes e operações realizadas durante o 2º turno das eleições de 2022.

Em 30 de outubro de 2022, agentes da PRF realizaram fiscalizações em rodovias federais, principalmente na região nordeste. Na época, as ações fiscalizaram mais de 2 mil ônibus, que em grande parte carregavam eleitores das zonas rurais para votar nas zonas eleitorais mais próximas.

Na véspera, em 29 de outubro do mesmo ano, o então diretor-geral Silvinei Marques havia declarado voto em Jair Bolsonaro.

Os agentes Rodrigo Cardozo Hoppe, que atuava na área de Inteligência da PRF, Djairlon Henrique Moura, ex-diretor de Operações, e Luis Carlos Reischak Junior, ex-diretor de inteligência no Rio Grande do Sul, eram investigados pelos crimes de desobediência, prevaricação e restrição ao direito do voto.

Na decisão, Moraes acolheu o entendimento da Procuradoria-Geral da República, que alegou não haver justa causa para manter a investigação contra os três ex-membros da corporação, uma vez que as diligências realizadas na investigação não demonstraram a participação deles nas condutas denunciadas.

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Caio César
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