Paramount chega a acordo em passo para conclusão de fusão com Warner Bros, diz fonte

Acordo foi realizado com 12 estados norte-americanos que haviam entrado com ação para impedir aquisição

Publicidade

21 Set (Reuters) – A Paramount Skydance chegou ⁠a um acordo com a Califórnia e outros ⁠11 Estados norte-americanos que entraram com uma ação para impedir sua aquisição ‌da Warner Bros Discovery no valor de US$ 110 bilhões, informou nesta segunda-feira uma fonte a par do assunto, eliminando um dos últimos obstáculos para um negócio ‌que redefiniria Hollywood.

O acordo inclui a criação de conselhos editoriais independentes para a CNN e a CBS, disse a fonte, uma medida que visa salvaguardar a independência de suas operações jornalísticas sob a empresa resultante da fusão.

Também inclui uma multa de US$ 30 milhões por filme em caso de descumprimento da promessa da Paramount ⁠de ‌lançar 30 filmes por ano, disse a fonte.

A Paramount Skydance e a Warner ⁠Bros Discovery não responderam imediatamente aos pedidos da Reuters por comentários sobre o acordo.

O acordo removeria um grande obstáculo para a conclusão de uma das maiores fusões da mídia da história, permitindo que a Paramount avance com uma união que reunirá dois dos maiores estúdios cinematográficos de Hollywood, ​dois importantes serviços de streaming e duas das maiores operações de notícias a cabo sob um único proprietário.

A Reuters noticiou pela primeira vez na ​sexta-feira que a Paramount e os Estados poderiam chegar a um acordo já no fim de semana, com monitoramento independente do conteúdo da CNN e um compromisso quanto ao número de lançamentos nos cinemas entre os termos em discussão.

Continua depois da publicidade

O Wall Street Journal informou no domingo que as duas partes haviam ‌discutido uma série de concessões, incluindo um investimento de ​US$ 1,5 bilhão em produção no Estado, um compromisso de não vender nenhum dos estúdios e possíveis penalidades caso a Paramount não cumpra a promessa de produzir 30 filmes por ano após ⁠a fusão.

Outras medidas em consideração ​incluem a venda de ​alguns canais a cabo e a criação de um conselho para ajudar a garantir que a ⁠CNN mantenha sua independência editorial, segundo informou ​o WSJ.

Embora os reguladores do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tenham aprovado o acordo, uma coalizão de 12 procuradores-gerais estaduais, liderada por Rob Bonta, da Califórnia, ​entrou com uma ação judicial em julho para bloquear a fusão, argumentando que ela reduziria a concorrência e criaria um gigante da ​mídia com poder para ⁠aumentar os preços no cinema e na televisão.

Continua depois da publicidade

Um acordo ajudará a Paramount a evitar o pagamento de ⁠uma multa diária de US$ 7 milhões que deve aos acionistas da Warner Bros por cada dia que o negócio não for fechado após 30 de setembro.

Órgãos reguladores de defesa da concorrência em outras jurisdições ao redor do mundo, incluindo a União Europeia e o Reino Unido, já aprovaram a aquisição.